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Univem sedia evento internacional de Software Livre

O Centro Universitário Eurípides de Marília – Univem, por meio do Computing and Information Systems Research Lab – COMPSI, mantido pelos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação, sedia no próximo sábado, 8, das 9 às 17h00, o Flisol 2017 – Festival Latinoamericano de Instalação de Software Livre – maior evento de divulgação de Software Livre da América Latina. O evento é gratuito e tem o objetivo de promover o uso de software livre, apresentando seu ideal, seu alcance, avanços e desenvolvimento.

O evento acontece desde 2005 em diversas sedes nacionais e internacionais e em Marília desde 2011. Várias comunidades locais de software livre (em cada país, em cada cidade), organizam simultaneamente eventos em que se instala gratuitamente e totalmente legal, software livre nos computadores levados pelos participantes. Há também a distribuição de mídias com sistemas operacionais, aplicativos e ferramentas livres.

Ou seja, os interessados vão poder instalar software livre em seu computador ou notebook. Basta levá-lo ao evento.  Poderão ainda instalar mídias; CDs, DVDs, pendrives entre outros, para voltar para casa com diversos softwares livres de várias áreas.

Paralelamente, são oferecidas apresentações, palestras e oficinas, sobre temas locais, nacionais e latinoamericanos envolvendo Software Livre, de âmbito acadêmico e empresarial, movimentando um público de centenas de entusiastas.

De acordo com o professor e coordenador do evento, Dr. Leonardo Botega, o principal objetivo do festival é apresentar alternativas quanto aos produtos oferecidos no mercado de softwares e propagar o quer chama de “filosofia do software livre”. “O intuito é ampliar a formação do aluno a apresentar novas possibilidades para empresas e profissionais da área com a cultura do software livre”, destacou.

O festival acontece em 60 cidades-sede simultaneamente no decorrer de todo o dia. “Trata-se de uma oportunidade de network. Enquanto o evento acontece aqui em Marília, trocamos informações com outros países e nos informamos do que está acontecendo por lá. Assim, conseguimos alinhar os objetivos do evento como um todo”, explicou Botega.

O coordenador dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem, Prof. Dr. Elvis Fusco, destaca Marília como forte referência na área de Tecnologia da Informação. “As instituições de ensino têm uma responsabilidade muito grande neste contexto de Marília ser reconhecida como polo regional de TI e o Univem exerce seu papel trazendo para a região eventos de expressividade nacional com apoio do CNPq, da Sociedade Brasileira de Computação e das empresas de TI da região por meio da ASSERTI (Associação das Empresas de Serviços de Tecnologia da Informação)”, explica Fusco.

Durante o Flisol 2017 vão ser sorteados 10 cursos da OYS Technology, parceiro no evento.

As inscrições podem ser feitas pelo site www.univem.edu.br/compsi/flisol.

Mais informações podem ser obtidas pelo site compsi@univem.edu.br ou pelo telefone (14) 2105-0800 – Ramal 376.

Programação

Palestra: A revolução da cultura maker e Internet das Coisas

Palestrante: Neto Marin (Google/Unesp)

09h – Auditório Shunji Nishimura

Minicursos:

Das 13h30 às 17h – Laboratórios

-Introdução ao Desenvolvimento WEB com Python e Django – Éttore Leandro Tognoli (ex-aluno Univem – Arcamo)

-Introdução a OpenMP – Fernanda Mayumi Ohnuma Tachibana (aluna Univem)

-Framework para Software Web – Rafael Luiz de Macedo (ex-aluno Univem – Brudden)

-Introdução a Controle de Versão usando Git – Jordan Ferreira Saran (aluno Univem)

-Introdução ao GNU/Linux – João Pedro de Souza Santos (aluno Univem)

-Iniciando com Ruby – Matheus Reinheimer Piano (aluno Univem)

-Introdução ao Arduino – Gabriel Nascimento Silva (aluno Univem)

-Aprendizado supervisionado com WEKA – Gabriel Batista Vieira (aluno Fatec)

Univem promove evento internacional de software livre

No dia 08 de abril, o Univem sediará pela sexta vez o FLISOL – Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre, evento internacional realizado simultaneamente em mais de 20 países desde 2005. O objetivo principal é promover a cultura do uso do Software Livre, mostrando ao público em geral a filosofia e a difusão de tecnologias de informação.

O evento é aberto a toda comunidade de Tecnologia da Informação da região e tem como atrações: palestras, minicursos e distribuição de softwares livres. O Flisol em Marília é realizado pelos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem por meio do COMPSI – Computing and Information Systems Resource Lab.

O Flisol é organizado pelos professores e alunos do Univem e é dirigido e aberto a todo tipo de público: estudantes, acadêmicos, empresários, profissionais, entusiastas e qualquer pessoa que tenha interesse, independente de seu conhecimento de Tecnologia da Informação..

No FLISOL, realizado desde 2011 em Marília, você terá a oportunidade de instalar software livre, que é uma alternativa real e segura para outros modelos de software no seu computador, participar de palestra e minicursos, esclarecer suas dúvidas e conhecer algumas das diversas soluções que o Software Livre apresenta para empresas, escolas, governo e até para uso pessoal. Vale lembrar que o evento é totalmente gratuito e livre e as palestras e minicursos serão certificados.

O evento será aberto com a palestra “A revolução da cultura maker e Internet das Coisas”, ministrada pelo profissional do Google, Neto Marin, que abordará a cultura do software livre, o movimento maker no contexto da Internet das Coisas. No período tarde acontecerão minicursos sobre Desenvolvimento WEB com Python e Django, OpenMP, Framework para Software Web, Controle de Versão usando Git, GNU/Linux, Ruby, Arduino e WEKA.

De acordo com o professor e coordenador do evento, Dr. Leonardo Botega, o principal objetivo do festival é apresentar alternativas quanto aos produtos oferecidos no mercado de softwares e propagar o quer chama de “filosofia do software livre”. “O intuito é ampliar a formação do aluno a apresentar novas possibilidades para empresas e profissionais da área com a cultura do software livre”, destacou.

O festival acontece em 60 cidades-sede simultaneamente no decorrer de todo o dia. “Trata-se de uma oportunidade de network. Enquanto o evento acontece aqui em Marília, trocamos informações com outros países e nos informamos do que está acontecendo por lá. Assim, conseguimos alinhar os objetivos do evento como um todo”, explicou Botega.

O coordenador dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem, Prof. Dr. Elvis Fusco, destaca Marília como forte referência na área de Tecnologia da Informação. “As instituições de ensino têm uma responsabilidade muito grande neste contexto de Marília ser reconhecida como polo regional de TI e o Univem exerce seu papel trazendo para a região eventos de expressividade nacional com apoio do CNPq, da Sociedade Brasileira de Computação e das empresas de TI da região por meio da ASSERTI (Associação das Empresas de Serviços de Tecnologia da Informação)”, explica Fusco.

Mais informações e inscrições devem ser feitas pelo site www.univem.edu.br/compsi/flisol.

flisol2017.jpg

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Univem promove evento internacional de software livre

Flisol2016

No dia 16 de abril de 2015 das 8h30 às 17h00, o Univem sediará pela quinta vez o FLISOL – Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre, evento internacional realizado simultaneamente em mais de 20 países desde 2005. O objetivo principal é promover a cultura do uso do Software Livre, mostrando ao público em geral a filosofia e a difusão de tecnologias de informação.

O evento é livre e haverá palestras, minicursos e distribuição de softwares livres. É um evento realizado pelos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem por meio do COMPSI – Computing and Information Systems Resource Lab.

O evento, que será realizado pelos professores e alunos do Univem, será dirigido e aberto a todo tipo de público: estudantes, acadêmicos, empresários, profissionais, entusiastas e qualquer pessoa que tenha interesse, independente de seu conhecimento de informática.

No FLISOL, realizado desde 2011 em Marília, você terá a oportunidade de instalar software livre, que é uma alternativa real e segura para outros modelos de software no seu computador, participar de palestra e minicursos, esclarecer suas dúvidas e conhecer algumas das diversas soluções que o Software Livre apresenta para empresas, escolas, governo e até para uso pessoal. Vale lembrar que o evento é totalmente gratuito e livre e as palestras e minicursos serão certificados.

O evento será aberto com a palestra “Iniciativas Open Source da Microsoft” que abordará os conceitos básicos sobre a cultura do software livre e os projetos open source da multinacional. No período tarde acontecerão minicursos sobre tecnologias de desenvolvimento de software utilizando ferramentas open source.

De acordo com o professor e coordenador do evento, Leonardo Botega, o principal objetivo do festival é apresentar alternativas quanto aos produtos oferecidos no mercado de softwares e propagar o quer chama de “filosofia do software livre”. “O intuito é ampliar a formação do aluno a apresentar novas possibilidades para empresas e profissionais da área com a cultura do software livre”, destacou.

O festival acontece em 60 cidades-sede simultaneamente no decorrer de todo o dia. “Trata-se de uma oportunidade de network. Enquanto o evento acontece aqui em Marília, trocamos informações com outros países e nos informamos do que está acontecendo por lá. Assim, conseguimos alinhar os objetivos do evento como um todo”, explicou Botega.

O coordenador dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem, Prof. Dr. Elvis Fusco, destaca Marília como forte referência na área de desenvolvimento de tecnologias. “As instituições de ensino têm uma responsabilidade muito grande neste contexto de Marília ser reconhecida como pólo regional de TI e o Univem exerce seu papel trazendo para a região eventos de expressividade nacional com apoio do CNPq, da Sociedade Brasileira de Computação e das empresas de TI da região por meio da ASSERTI (Associação das Empresas de Serviços de Tecnologia da Informação)”, explica Fusco.

Mais informações e inscrições devem ser feitas pelo site www.univem.edu.br/compsi/flisol.

Chamada de Minicursos e Oficinas para o FLISOL 2016

FLISOL 2016 acontece no dia 16 de abril no UNIVEM

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O Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre (FLISoL) é o maior evento da América Latina de divulgação de Software Livre.

Seu principal objetivo é promover o uso de Software Livre, mostrando ao público em geral sua filosofia, abrangência, avanços e desenvolvimento.

Para alcançar estes objetivos, diversas comunidades locais de Software Livre (em cada país/cidade/localidade), organizam simultaneamente palestras, apresentações e workshops, sobre temas locais, nacionais e latino-americanos sobre Software Livre, em toda a sua expressão: artística, acadêmica, empresarial e social.

O FLISOL 2016 acontece no dia 16 de Abril no UNIVEM.

Contribua com o evento ministrando um minicurso ou oficina de uma tecnologia livre (linguagens de programação, frameworks, ferramentas, etc). A oferta de atividades também é aberta a alunos e profissionais.

Ao ministrar um minicurso, o aluno UNIVEM garante horas de atividade complementar em dobro (aprox. 8 horas)

Para ministrar um minicurso ou oficina no FLISOL 2016, preencha este formulário:

http://goo.gl/forms/YTeidDwKfS

Univem promove evento latino-americano de software livre

No dia 25 de abril de 2015 das 8h30 às 13h00, o Univem sediará pela quinta vez o FLISOL – Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre, evento internacional realizado simultaneamente em mais de 20 países desde 2005. O objetivo principal é promover a cultura do uso do Software Livre, mostrando ao público em geral a filosofia e a difusão de tecnologias de informação.

O evento é livre e haverá palestras, minicursos e distribuição de softwares livres. É um evento realizado pelos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem por meio do COMPSI – Computing and Information Systems Resource Lab.

O evento, que será realizado pelos professores e alunos do Univem, será dirigido e aberto a todo tipo de público: estudantes, acadêmicos, empresários, profissionais, entusiastas e qualquer pessoa que tenha interesse, independente de seu conhecimento de informática.

No FLISOL, realizado desde 2011 em Marília, você terá a oportunidade de instalar software livre, que é uma alternativa real e segura para outros modelos de software no seu computador, participar de palestra e minicursos, esclarecer suas dúvidas e conhecer algumas das diversas soluções que o Software Livre apresenta para empresas, escolas, governo e até para uso pessoal. Vale lembrar que o evento é totalmente gratuito e livre e as palestras e minicursos serão certificados.

De acordo com o professor e coordenador do evento, Leonardo Botega, o principal objetivo do festival é apresentar alternativas quanto aos produtos oferecidos no mercado de softwares e propagar o quer chama de “filosofia do software livre”. “O intuito é ampliar a formação do aluno a apresentar novas possibilidades para empresas e profissionais da área com a cultura do software livre”, destacou.

O festival acontece em 60 cidades-sede simultaneamente no decorrer de todo o dia. “Trata-se de uma oportunidade de network. Enquanto o evento acontece aqui em Marília, trocamos informações com outros países e nos informamos do que está acontecendo por lá. Assim, conseguimos alinhar os objetivos do evento como um todo”, explicou Botega.

O coordenador dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem, Prof. Dr. Elvis Fusco, destaca Marília como forte referência na área de desenvolvimento de tecnologias. “As instituições de ensino têm uma responsabilidade muito grande neste contexto de Marília ser reconhecida como pólo regional de TI e o Univem exerce seu papel trazendo para a região eventos de expressividade nacional com apoio do CNPq, da Sociedade Brasileira de Computação e das empresas de TI da região por meio da ASSERTI (Associação das Empresas de Serviços de Tecnologia da Informação)”, explica Fusco.

Mais informações e inscrições devem ser feitas pelo site www.univem.edu.br/compsi/flisol.

FLISOL 2015

Pesquisa da UFRGS mapeia software educacional livre

Iniciativa é inédita e destinada a professores da Educação Básica.
Softwares podem ser pesquisados conforme nível de escolaridade dos estudantes - Foto: Thiago Cruz Softwares podem ser pesquisados conforme nível de escolaridade dos estudantes – Foto: Thiago Cruz

Um projeto da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul disponibiliza à comunidade o resultado de um trabalho de coleta e sistematização de dados de mais de 300 programas destinados ao ensino. A ideia é a de que professores da Educação Básica acessem a Tabela Dinâmica Software Educacional Livre, online, e consultem os programas que podem ser empregados em sala de aula, para aprendizagem de diversas matérias, como Biologia, Física, Geografia, Matemática, Química, entre outras.

A iniciativa é coordenada pelo professor Paulo Francisco Slomp, que explica que a ferramenta está organizada para que os usuários possam encontrar facilmente o que necessitam. “A tabela está configurada para que seja exibido o ordenamento alfabético das áreas do conhecimento. Assim, professores de uma determinada disciplina poderão facilmente visualizar o objeto de seu interesse através da diferenciação das áreas através de cores”, completa. Além disso, os interessados também podem reordenar os dados conforme a faixa etária dos alunos, de acordo com o nível de ensino – Educação Infantil, Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior.

Todos as ferramentas mapeadas pelo projeto são do tipo software livre, que tem como característica fundamental o fato de a licença disponibilizar o código fonte para que possa ser modificado pelos usuários. “Assim, o conhecimento utilizado para produzir o programa se torna público, o pensamento e o raciocínio utilizados em sua produção passam a fazer parte do acervo de conhecimentos da humanidade”, ressalta Slomp. Outra vantagem é que 99% softwares de código aberto são gratuitos, o que também contribui para a democratização desses recursos.

Colaboração social

Para possibilitar a colaboração direta da comunidade, a Tabela Dinâmica Software Educacional Livre tem uma versão wiki na web. Deste modo, qualquer usuário que queira contribuir com o projeto pode adicionar novos programas à lista sem necessidade de pedir autorização aos idealizadores. “Professores, alunos e demais internautas podem consultar as informações disponibilizadas na tabela e podem também alterar seu conteúdo sem a necessidade de solicitar permissão, corrigindo diretamente eventuais erros e imprecisões e adicionando conteúdo”, ressalta o pesquisador.

Outras línguas

Para expandir o trabalho a comunidades de outros países, versões da tabela em outras línguas estão sendo disponibilizadas. Acesse em inglês, em espanhol, em francês, em italiano e em alemão.

Palestra de lançamento

O lançamento do projeto será realizado em palestra nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, às 18h30min, na Faculdade de Educação, sala 101 (térreo). O evento é gratuito e aberto ao público, sem necessidade de inscrições prévias. A tabela dinâmica é parte integrante do projeto Software Educacional Livre na Wikipédia e foi realizado com o apoio dos editais 18 e 19 da Secretaria de Educação a Distância SEAD/UFRGS.

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Especialização em Desenvolvimento de Aplicações para Internet e Dispositivos Móveis

Especialização em Desenvolvimento de Aplicações para Internet e Dispositivos Móveis

FLISOL 2013

FLISOL 2013

INPI: patente de software faz parte da política industrial

Ecoando as várias manifestações contrárias a perspectiva de o Instituto Nacional de Propriedade Industrial conceder patentes a programas de computador – como visto durante a consulta pública do órgão sobre o tema – a comunidade de software livre reiterou, durante a 13ª edição do Forum Internacional do Software Livre, realizado em Porto Alegre, a total rejeição a qualquer movimento nesse sentido. O INPI, no entanto, sustenta que não faz nada diferente do que é previsto na legislação brasileira.

O tema voltou a ganhar destaque com uma consulta pública do INPI, aberta em março deste ano, sobre diretrizes para os procedimentos de exame de pedidos de patentes relacionadas a software. Para o Instituto, apenas buscou-se dar maior transparência àqueles procedimentos já adotados e com base na legislação que proíbe patentes para “programas de computador em si”.

Acontece que o INPI já concede patentes para aqueles casos em que, no entendimento do órgão, os programas de computador evidenciem um efeito técnico novo, e que portanto não podem ser considerados como programas em si. Em outras palavras, se o programa controla a operação de um computador de modo a alterar tecnicamente o seu funcionamento, a unidade resultante do programa e do computador combinados pode ser uma invenção patenteável.

“Um programa de computador pode fazer parte de um processo que leve a um efeito técnico industrial. É preciso reconhecer que as coisas estão se desmaterializando. A realidade mudou, cada vez mais as coisas estão agregando conteúdo informacional. Além disso, o Brasil é signatário do acordo TRIPS, que diz que tem que dar patente em todos os setores tecnológicos, inclusive TI”, sustenta o chefe da divisão de computação eletrônica do INPI, Antonio Abrantes.

Especialistas, acadêmicos, militantes e desenvolvedores de software, porém, entendem que a distinção entre programa de computador “em si” e aqueles envolvidos em processos industriais específicos é muito tênue – ou mesmo inexiste. “Qualquer programa é originado por um processo matemático, sem falar que a utilidade prática é uma das dimensões de qualquer software”, diz o gerente técnico do Centro de Competência em Software Livre da USP, Nelson Lago.

Em essência, a preocupação é que os procedimentos do INPI dão margem para a patenteabilidade de qualquer software, o que traz impactos muito negativos para a inovação. “Patenteamento de software, em qualquer circunstância, prejudicará empresas brasileiras. Dá margem para disputas judiciais e abre uma porta para o efetivo patenteamento de software. Os riscos de um ‘monopólio dos algorítimos’ não compensam os ganhos”, dispara o sociólogo e professor Sérgio Amadeu.

A posição contrária às patentes de software, mesmo nos moldes defendidos pelo INPI, faz parte da Carta Aberta à Presidente Dilma Rousseff aprovada ao fim do 13º Fórum Internacional Software Livre , realizado em Porto Algre-RS. A própria consulta do Instituto é mencionada e “a ausência de patentes de software” é listada como estratégia indispensável para o Brasil ser competitivo e inovador.

Mas enquanto parte dos debatedores procuraram indicar que os movimentos do INPI caminhariam de forma contrária às diretrizes do Estado brasileiro, o representante do Instituto destacou que o fortalecimento do sistema de patentes no país faz parte das diretrizes da nova política industrial, como prevista no Plano Brasil Maior. Como lembrou Abrantes, entre as diretrizes específicas de TI estão “atrair para o país plantas e centros de P,D&I, transferência de tecnologia e registro das patentes geradas no Brasil”.

Fonte: convergenciadigital.uol.com.br

No Correio Mariliense deste domingo

Flisol incentiva inteligência coletiva e reúne 200 participantes no Univem

REALIZADO ONTEM em Marília e outras 47 cidades brasileiras, com atividade simultânea em 20 países, o Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre, o Flisol reuniu 200 participantes do campus do Univem (Centro Universitário Eurípides de Marília).

Durante o dia todo, público, formado por estudantes universitários, profissionais de tecnologia, pesquisadores e alunos de cursos técnicos na área da informação, participou de oficinas e palestras. Participantes também puderam instalar softwares e programas livres. “Existe uma inteligência coletiva por trás do uso dos softwares livres, uma pessoa pode aperfeiçoar aquele programa e incluir novas funcionalidades. Desta forma, o usuário não é apenas um mero consumidor, como nos casos dos softwares fechados”, detalhou o professor doutor Elvis Fusco, coordenador dos cursos superiores de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem.

O aperfeiçoamento e a inteligência coletiva, duas características do uso de software livre, ocorrem de forma voluntária, mas muitas vezes acaba servindo de base para aprendizagem de estudantes e também vitrine para negócios de consultoria para profissionais. A engenheira de software Luciana Fujii, de Belo Horizonte, é um exemplo desta evolução. De usuária de programas livres, Luciana, uma das conferencistas do Flisol em Marília, passou a desenvolver softwares livres, como o GStreamer, framework para a leitura
multimídia muito utilizado para execução de vídeos. “Através da minha empresa não desenvolvo apenas softwares livres, mas venho aperfeiçoando este framework de desenvolvimento multimídia”, comentou. Na análise de Luciana Fujii, a utilização de plataformas desvinculadas de grandes corporações vem sendo popularizada no Brasil através dos dispositivos móveis. “A interação, a contribuição de volta e também o motivo profissional contribuem para o crescimento dos códigos livres no Brasil”, disse.
“As grandes da web, como Google e Twitter, e até mesmo a Apple, trabalham com programas livres, o que vem influenciando e popularizando o conceito”, complementou.
Install Fest

Durante a realização do Flisol no Univem, centro universitário mantido pela Fundação de Ensino Superior Eurípides Soares da Rocha, os 200 participantes puderam instalar softwares livres. As instalações ocorreram no espaço Install Fest. “Quem estava com seu equipamento recebeu toda a orientação para a instalação. Agora quem preferia, poderia gravar o programa em uma mídia e instalar em seu equipamento posteriormente”, explicou o professor Elvis Fusco. A diferença entre software livre e software fechado, conforme detalhou o coordenador dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem, é que por trás de um software livre não existe uma corporação, mas sim uma comunidade. “Nesta comunidade voluntária, todos contribuem coletivamente. Mais do que utilizar um programa com custo zero, esta comunidade compartilham de uma cultura, a cultura da inteligência coletiva”, afirmou.

Festival internacional ocorre pelo segundo ano consecutivo
PELO SEGUNDO ano consecutivo o Centro Universitário Eurípides de Marília (Univem), mantido pela Fundação de Ensino Eurípides Soares da Rocha, foi uma das sedes brasileiras do Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre, o Flisol. “A ideia é disseminar e ganhar mais espaço na academia o conceito de softwares livres”, comentou o professor universitário Leonardo Botega, docente de Ciência da Computação. Segundo observou Botega, custo zero e liberdade para compartilhar avanços e novidades atraem novos usuários de softwares livres. O aperfeiçoamento dos programas pode chegar a um estágio final e os cooperadores passam a apenas a fazer atualização de bibliotecas e arquivos. “Mas em alguns casos, os programas continuam abertos e muitos passam a ganhar novas funcionalidades”, disse Luciana Fujii, uma das conferencistas do Flisol em Marília. Os 200 participantes tiveram diversas atividades neste sábado, como oficinas, palestras e oportunidade de instalação de programas livres.
Formado em Ciência da Computação pelo Univem, João Batista Cardia Neto foi um dos participantes do Flisol. Ele informou que grandes corporações brasileiras, como o Banco do Brasil, já adotam software livre. “O Banco do Brasil possui uma versão open Suse, que é uma plataforma com diversas ferramentas, como editor de texto, navegador de internet, e nos caixas eletrônicos do banco roda uma versão do Linux, outro programa livre”, salientou. Optar por programas livre depende do foco do usuário, segundo observou João Batista. “O fato de estar aberto permite um aperfeiçoamento”.
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