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No Correio Mariliense deste domingo

Flisol incentiva inteligência coletiva e reúne 200 participantes no Univem

REALIZADO ONTEM em Marília e outras 47 cidades brasileiras, com atividade simultânea em 20 países, o Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre, o Flisol reuniu 200 participantes do campus do Univem (Centro Universitário Eurípides de Marília).

Durante o dia todo, público, formado por estudantes universitários, profissionais de tecnologia, pesquisadores e alunos de cursos técnicos na área da informação, participou de oficinas e palestras. Participantes também puderam instalar softwares e programas livres. “Existe uma inteligência coletiva por trás do uso dos softwares livres, uma pessoa pode aperfeiçoar aquele programa e incluir novas funcionalidades. Desta forma, o usuário não é apenas um mero consumidor, como nos casos dos softwares fechados”, detalhou o professor doutor Elvis Fusco, coordenador dos cursos superiores de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem.

O aperfeiçoamento e a inteligência coletiva, duas características do uso de software livre, ocorrem de forma voluntária, mas muitas vezes acaba servindo de base para aprendizagem de estudantes e também vitrine para negócios de consultoria para profissionais. A engenheira de software Luciana Fujii, de Belo Horizonte, é um exemplo desta evolução. De usuária de programas livres, Luciana, uma das conferencistas do Flisol em Marília, passou a desenvolver softwares livres, como o GStreamer, framework para a leitura
multimídia muito utilizado para execução de vídeos. “Através da minha empresa não desenvolvo apenas softwares livres, mas venho aperfeiçoando este framework de desenvolvimento multimídia”, comentou. Na análise de Luciana Fujii, a utilização de plataformas desvinculadas de grandes corporações vem sendo popularizada no Brasil através dos dispositivos móveis. “A interação, a contribuição de volta e também o motivo profissional contribuem para o crescimento dos códigos livres no Brasil”, disse.
“As grandes da web, como Google e Twitter, e até mesmo a Apple, trabalham com programas livres, o que vem influenciando e popularizando o conceito”, complementou.
Install Fest

Durante a realização do Flisol no Univem, centro universitário mantido pela Fundação de Ensino Superior Eurípides Soares da Rocha, os 200 participantes puderam instalar softwares livres. As instalações ocorreram no espaço Install Fest. “Quem estava com seu equipamento recebeu toda a orientação para a instalação. Agora quem preferia, poderia gravar o programa em uma mídia e instalar em seu equipamento posteriormente”, explicou o professor Elvis Fusco. A diferença entre software livre e software fechado, conforme detalhou o coordenador dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem, é que por trás de um software livre não existe uma corporação, mas sim uma comunidade. “Nesta comunidade voluntária, todos contribuem coletivamente. Mais do que utilizar um programa com custo zero, esta comunidade compartilham de uma cultura, a cultura da inteligência coletiva”, afirmou.

Festival internacional ocorre pelo segundo ano consecutivo
PELO SEGUNDO ano consecutivo o Centro Universitário Eurípides de Marília (Univem), mantido pela Fundação de Ensino Eurípides Soares da Rocha, foi uma das sedes brasileiras do Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre, o Flisol. “A ideia é disseminar e ganhar mais espaço na academia o conceito de softwares livres”, comentou o professor universitário Leonardo Botega, docente de Ciência da Computação. Segundo observou Botega, custo zero e liberdade para compartilhar avanços e novidades atraem novos usuários de softwares livres. O aperfeiçoamento dos programas pode chegar a um estágio final e os cooperadores passam a apenas a fazer atualização de bibliotecas e arquivos. “Mas em alguns casos, os programas continuam abertos e muitos passam a ganhar novas funcionalidades”, disse Luciana Fujii, uma das conferencistas do Flisol em Marília. Os 200 participantes tiveram diversas atividades neste sábado, como oficinas, palestras e oportunidade de instalação de programas livres.
Formado em Ciência da Computação pelo Univem, João Batista Cardia Neto foi um dos participantes do Flisol. Ele informou que grandes corporações brasileiras, como o Banco do Brasil, já adotam software livre. “O Banco do Brasil possui uma versão open Suse, que é uma plataforma com diversas ferramentas, como editor de texto, navegador de internet, e nos caixas eletrônicos do banco roda uma versão do Linux, outro programa livre”, salientou. Optar por programas livre depende do foco do usuário, segundo observou João Batista. “O fato de estar aberto permite um aperfeiçoamento”.
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