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Archive for the ‘Ensino’ Category

III Semana de Tecnologia da Informação do UNIVEM

Estão abertas as inscrições para a III Semana de Tecnologia da Informação, evento promovido pelos cursos de Bacharelado em Ciência da Computação e Bacharelado em Sistemas de Informação do UNIVEM.

O evento ocorre nos dias de 29 e 31 de maio e 1º e 2 de junho de 2010 e é um evento e tem como objetivo proporcionar o intercâmbio científico entre estudantes, professores, empresários e pesquisadores da área de Tecnologia da Informação, por meio de suas palestras, que visam evidenciar aspectos multidisciplinares, reforçando os elos temáticos presentes na matriz curricular dos cursos, bem como, a atualização técnica dos alunos do UNIVEM e do público em geral, a partir dos mini-cursos oferecidos durante o evento.

Neste ano, em paralelo ao evento acontece também o II Seminário de Pesquisa em Computação, onde ocorrerão as qualificações do trabalho de conclusão do curso de Ciência da Computação.

Uma novidade para a III Semana de Tecnologia da Informação é o acontecimento da I Maratona de Programação – UNIVEM, que será voltada para os alunos dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação regularmente matriculados no Univem e que servirá como classificatória para a Maratona de Programação da Sociedade Brasileira de Computação.

Como na primeira edição, a III Semana de Tecnologia da Informação contará com uma área exclusiva para a exposição de produtos e serviços de empresas da área de Tecnologia da Informação. É o espaço Recruiting SEMANATI 2010, direcionada para as empresas de tecnologia que desejam ser reconhecidas pelos profissionais de TI, criar uma cultura de envolvimento com potenciais colaboradores e expor positivamente sua marca para a comunidade e oferece aos estudantes a oportunidade de apresentar seus currículos e de se inscrever para vagas de estágio ou emprego. É a universidade conduzindo seus alunos ao mercado de trabalho e cumprindo seu papel na comunidade através da inserção social.

Para mais informações e inscrições acesse o site do evento: http://www.univem.edu.br/semanati2010/

Acompanhe as últimas informações do evento pelo twitter: @semanati

Educação X Educassão

“Educassão” (Prof. Antonia Franco)

A Evolução da Educação

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia. …
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais .

Leiam relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1.. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:  

( )R$ 20,00  ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00.Está certo? 

 ( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.  

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.

(Se você é afrodescendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)  

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

Em 1969 os Pais do aluno perguntavam ao aluno: “Que notas são estas…???”

Em 2009 os Pais do aluno perguntam ao professor: “Que notas são estas…???”

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

“Todo mundo ‘pensando’ em deixar um planeta melhor para nossos filhos…
Quando é que ‘pensarão’ em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

Categorias:Ensino

UNIVEM lança treinamentos em Servidores e Java

O UNIVEM por meio dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação abriu inscrições para treinamentos profissionais na área de administração, gerenciamento de servidores e desenvolvimento de aplicações Web com frameworks Java.

São 3 treinamentos profissionais:

Os treinamentos tem a duração de 30 horas e ocorrem em 5 sábados das 09H00 às 12H00 e das 14H00 às 17H00 e são ministrados por profissionais com ampla experiência no mercado das tecnologias envolvidas nos cursos.

Alunos e ex-alunos do UNIVEM têm 20% de desconto em cada curso.

Para maiores informações envie e-mail para compsi@univem.edu.br ou deixe suas dúvidas nos comentários deste post.

E-Book sobre Scrum e XP

Este livro oferece um ponto de início, por meio de um estudo de caso detalhado sobre como uma empresa sueca implementou as metodologias Ágeis Scrum e XP com um time de aproximadamente 40 pessoas.

Metodologias ágeis são uma coleção de metodologias baseadas na prática para a modelagem efetiva de sistemas baseados em software. Veja mais em http://agilemanifesto.org/.

Scrum é uma abordagem ágil para desenvolvimento de software. Com Scrum, o progresso dos processos se dão por meio de uma série de iterações chamadas sprints. Cada sprint é tipicamente de 2 a 4 semanas. É ideal para projetos com rápidas mudanças ou exigências altamente emergente.

XP (eXtreme Programming) é uma disciplina de desenvolvimento de software com base nos valores da simplicidade, comunicação e feedback. Ele trabalha, trazendo toda a equipe, juntamente com a presença de práticas simples, com feedback suficiente para permitir que a equipe possa ver onde estão e para ajustar as práticas à situação desejada.

Resultado do Processo Seletivo 2010 Estágio em Informática

Foi divulgada nesta quarta-feira (24), a classificação do processo seletivo para os candidatos do estágio em Informática da Prefeitura Municipal de Marília.

A listagem está disponível no site da Prefeitura (http://www.marilia.sp.gov.br/), no link http://www.marilia.sp.gov.br/prefeitura/download/edital_06_resultado_final_estgio_informtica_2010.pdf.

Os candidatos classificados do 1º ao 4º lugar ficam convocados para a ATRIBUIÇÃO DAS ESCOLAS, que realizar-se-á:

– Dia: 26 de março de 2010
– Horário: 9 horas
– Local: Secretaria Municipal da Educação
– Endereço: Rua Bonfim, nº 595 – Bairro Alto Cafezal

 Dos 4 aprovados, 3 são alunos dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do UNIVEM. Em 2009, das 20 vagas oferecidas no concurso 16 (80%) eram alunos do UNIVEM (https://elvisfusco.wordpress.com/2009/09/04/resultado-do-processo-seletivo-estagio-em-informatica/).

Relação de alunos do UNIVEM aprovados no concuso:

  • 1º lugar – Maria Carolina de Souza Santos – Ciência da Computação – 2º ano
  • 2º lugar – Mariana de Souza Ribeiro – Sistemas de Informação – 2º ano
  • 4º lugar – Alessandro Moura Fonseca – Ciência da Computação – 4º ano

Parabéns aos alunos dos UNIVEM que mostram novamente capacidade e brilhantismo no mercado de trabalho.

Matéria de ontem, no Jornal da Manhã

Aprovados no mestrado ainda durante a graduação

Os estudantes Antonio Miguel Batista Dourado, Daniel Bruno Fernandes Conrado, Rodrigo Moura Juvenil Ayres e Thiago Gottardi foram aprovados para ingresso no mestrado da Universidade Federal de São Carlos. Mário Cléber Bidóia e Denison Menezes, por sua vez, foram selecionados pela Unesp de Bauru. Ambos os mestrados estão entre os mais concorridos do país na área. E eles foram aprovados no processo seletivo no final do ano passado, quando ainda concluíam a última etapa da graduação em Ciência da Computação do Univem.

 “Todos os alunos da turma de 2009 que prestaram processos seletivos para mestrado foram aprovados”, comemora o professor Elvis Fusco, coordenador dos cursos de Ciência da Computação e de Sistemas de Informação do Univem. Ele ressalta que esse alto índice de ingresso de alunos do Univem nos melhores programas de pós-graduação do país tem sido regra nos últimos anos.

 Daniel Bruno conta que pretende direcionar sua pesquisa para a área de Engenharia de Software. Ele revela o desejo de seguir a docência superior profissionalmente. “Quero ter meus orientandos, dar aulas e fazer pesquisa. Pretendo terminar o mestrado e já iniciar o doutorado”, diz. O ex-aluno elogia a qualidade do curso feito no Univem. “Os professores aliam conhecimento técnico com experiência e são muito bons, enquanto os funcionários são competentes, sempre nos atendendo com prontidão e  simpatia.”

 O colega Antonio concorda. “A graduação que fiz no Univem forneceu-me todo o conhecimento necessário para chegar onde cheguei”, considera. Ele comenta que pretende direcionar sua pesquisa para a área de Processamento de Imagens e Sinais.

 Rodrigo informa que, no mestrado, quer dar continuidade ao tema pesquisado para a realização do trabalho de conclusão de curso da graduação. “Pretendo continuar minhas pesquisas direcionadas à área de Bancos de Dados Espaciais, Banco de Dados Biológicos ou Bioinfomática.”

 O professor Elvis Fusco faz um balanço positivo e ressalta que um dos objetivos do curso de Ciência da Computação é formar pesquisadores fundamentalmente para o desenvolvimento científico e tecnológico do país e a aprovação desses alunos é a prova da qualidade e seriedade dos cursos do UNIVEM.

Últimos dias para Inscrição para Pós-Graduação

Encerram-se na próxima quarta-feira, dia 17 de março, as inscrições para os cursos de Especialização em Sistemas para Internet e Especialização em Engenharia de Software do UNIVEM.

Caso os cursos preencham o número de inscritos suficientes, as aulas devem começar no próximo sábado, dia 20 de março.

O curso de Especialização em Sistemas para Internet é oferecido desde 2007 e já está na quarta turma, já o curso de Especialização em Engenharia de Software está sendo lançado neste ano com uma matriz curricular que vai ao encontro das necessidades atuais no processo de desenvolvimento de sistemas, o curso tem como público alvo desenvolvedores de software, projetistas de aplicações, arquitetos de soluções, analistas e programadores que desejam ampliar os seus conhecimentos em Engenharia de Software, arquiteturas de sistemas, metodologia e processos.

Para mais informações e inscrições acesse as páginas dos cursos: Especialização em Sistemas para Internet e Especialização em Engenharia de Software ou pelo telefone (14) 2105-0891.

Atividades oferecem aperfeiçoamento profissional para alunos do UNIVEM

Iniciaram essa semana os mini-cursos oferecidos pelos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do UNIVEM como Atividades Complementares.

As Atividades Complementares são componentes curriculares que possibilitam o reconhecimento de habilidades, conhecimentos e competências do aluno, inclusive adquiridas fora do ambiente escolar, incluindo a prática de estudos e atividades independentes, transversais, opcionais, de interdisciplinaridade, especialmente nas relações com o mundo do trabalho e com as ações de extensão junto à comunidade.

As Atividades Complementares se constituem componentes curriculares enriquecedores e implementadores do próprio perfil do formando.

Coordenados pelo Prof. José Eduardo Santarém Segundo e ministrados por alunos, profissionais de mercado e professores, foram oferecidos os seguintes mini-cursos:

  • Aplicações Delphi com BD Firebird
  • Coding Dojo
  • Design Patterns
  • Fundamentos do Desenvolvimento Web
  • Inglês Instrumental
  • Introdução a Micro-Controladores PIC
  • Introdução ao HTML
  • Introdução ao Python
  • Introdução ao LINUX-BSD
  • Introdução ao Visual Basic
  • Linguagem PHP

Esses mini-cursos ocorrem no 1º bimestre e nos próximos bimestres novos mini-cursos serão oferecidos. Ao todo, 180 alunos dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação estão matriculados nesses mini-cursos totalizando 356 matrículas.

Estas atividades ampliam e enriquecem o currículo desses alunos aperfeiçoando o conhecimento e as competências desses alunos por meio de tecnologias, ferramentas e metodologias vistas nos mini-cursos.

PBL (Problem-based Learning)

Ao pensar na atividade de ensinar e aprender, é difícil escapar da imagem tradicional: um professor que transmite o conhecimento a um aluno pronto para absorver ao máximo os ensinamentos do mestre; e o desempenho do pupilo dependente deste professor que guia, inspira e indica outras fontes seguras de conhecimento. Com o desgaste desse modelo tradicional, durante o século XX, foram surgindo, como reação, uma série de tentativas de atribuir ao aluno um papel  mais ativo, mais independente e responsável por seu aprendizado.

Nascido nos anos 1960, o PBL (Problem-based Learning, ou Aprendizado Baseado em Problemas) é uma das alternativas bem sucedidas nessa área. Embora tenha como berço e principal campo a medicina, alastrou-se nas últimas décadas para diversas áreas, das engenharias às ciências sociais. No Brasil, tem crescido o interesse por esse novo método, com a adesão de importantes centros de formação acadêmica. Essa crescente relevância é mais do que suficiente para que sejam levantadas questões sobre os interesses sociais e econômicos envolvidos nessa nova maneira de aprender e ensinar, bem como sobre suas raízes históricas e filosóficas.

A quem interessa?
Para Moacir Ponti Junior, professor da área de ciência da computação na Universidade Federal de Viçosa, o PBL atende principalmente “aos interesses do aluno, que tendem a apresentar grau de satisfação maior para com a disciplina quando esta é oferecida com abordagem PBL”. Ponti, cujas experiências positivas com o PBL deram origem a um artigo em que relata uma maior satisfação e motivação dos alunos com essa metodologia, afirma também que “uma disciplina oferecida com essa metodologia não limita o aluno, tornando-o responsável por alcançar, conforme seu esforço, a profundidade teórica necessária, relacioná-la com conhecimentos obtidos em outras disciplinas e aplicar os conhecimentos na prática”. Porém, a quem mais, além dos alunos, isso se torna interessante? “Acredito que o PBL está formando alunos mais capacitados tanto para o meio científico quanto empresarial”, conclui o professor.

De forma pouco surpreendente, Ponti conheceu o PBL por meio de um projeto pedagógico desenvolvido justamente para o curso de medicina da Universidade Federal de São Carlos. Se na medicina os benefícios desse novo modelo – entre eles a capacitação de indivíduos que cheguem melhor preparados para lidar com os problemas apresentados durante a prática profissional cotidiana – se refletem na melhora dos tratamentos de enfermidades, quando o PBL é aplicado em outras áreas, como as engenharias, entram em jogo interesses de outra ordem.

É interessante, para as empresas privadas e, de modo geral, para todo o setor industrial, que recém-graduados cheguem aos seus quadros de funcionários com o máximo possível de contato com as práticas exigidas no mercado de trabalho. Isso encurta o período de adaptação do indivíduo na transição entre a universidade e a vida profissional e facilita o papel desempenhado nesse caminho pelas empresas (leia-se: pode reduzir os custos com a adaptação dos novatos). Maria Tereza Dejuste, pesquisadora da área de educação da Universidade do Vale do Paraíba, ilustra essa situação com uma interessante metáfora: “durante o pouso, um avião que toque o solo com as rodas já em movimento teria um pouso mais suave do que na forma brusca com que as rodas tocam o solo e imediatamente passam a girar:
hoje as empresas querem indivíduos que cheguem à atividade profissional já com a roda girando”.

Segundo Dejuste, as indústrias estão procurando levar problemas concretos para os grupos de alunos sendo formados de acordo com o PBL, que tem entre seus objetivos “a familiarização do aluno com relação ao que ele vai encontrar no mercado de trabalho”, diz. Essa simbiose entre universidade e setor produtivo, pesquisa científica e indústria, é uma tendência já concretizada nos países desenvolvidos, mas longe de se refletir em economias como a brasileira. Enquanto a maior parte das pesquisas vinculadas à inovação tecnológica em países como os Estados Unidos fica a cargo das empresas, no Brasil ainda é tímida até mesmo a própria colaboração entre a produção de conhecimento tecnocientífico e o setor privado. Isso talvez ajude a explicar porque há, junto com o entusiasmo, também ceticismo com relação ao PBL no Brasil.

De qualquer forma, a tendência cada vez maior de procura por metodologias ativas como a PBL pode ser um reflexo desse estreito relacionamento entre pesquisa científica e empresas privadas. Como a busca pelo desenvolvimento econômico brasileiro aponta nesse sentido, é natural que aumente a adesão de instituições de ensino ao PBL. Segundo Ponti, a ideia de que o PBL forma profissionais mais afeitos aos moldes exigidos pelo mercado “se observa provavelmente porque o mercado visa características que o PBL tem por objetivo desenvolver no aluno, como a integração do conhecimento com diferentes áreas, a autonomia em aprender a trabalhar e o trabalho em grupo, em que é o aluno quem corre atrás do conhecimento que resolverá o problema”.

Para Newton Duarte, professor e pesquisador do Departamento de Psicologia da Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o PBL tende a valorar de forma negativa justamente aquilo que seria fundamental à educação: “o papel do professor como aquele que domina um conhecimento teórico que dará bases mínimas para que o aluno identifique o que é essencial nos problemas com que se depara; isso fica profundamente descaracterizado na PBL”. Para Duarte, no PBL “perde-se a referência naquilo que deveria fazer parte do conteúdo básico que o profissional deveria possuir. Assim, o aluno assimila o conhecimento de maneira mais ou menos casual, quase acidentalmente”. A ênfase na prática em detrimento de uma formação teórica mais sólida atenderia, na visão de Duarte, a determinados interesses econômicos: “pensando na área da saúde, o “aprender a aprender” pode contribuir a curto prazo para que sejam formados profissionais que, centrados na aplicação prática, tornariam-se menos inclinados a questionar criticamente o conhecimento produzido pelos grandes laboratórios da indústria farmacêutica”.

Raízes
O PBL pode ser encarado como uma dentre várias vertentes daquilo que se costuma chamar de aprendizagem ativa. Um modelo de aprendizagem ativa pressupõe que o aluno se torne responsável por seu aprendizado, que faça algo além de assistir à exposição do professor e estudar o conteúdo indicado. No PBL, os alunos se deparam com problemas abertos (ou seja, que permite várias vias de acesso à solução, que também tende a não ser única) e são instados a procurar por si mesmos os meios e os referenciais teóricos necessários para a resolução dos problemas. Como afirma Dejuste, “o professor nem sempre é especialista nos conteúdos abordados pelo problema, mas ele intervém com o método científico, agindo como facilitador”. Ponti defende que o aluno torna-se “responsável por alcançar conforme seu esforço a profundidade teórica necessária, relacioná-la com conhecimentos obtidos em outras disciplinas e aplicar os conhecimentos na prática”.

Esta ênfase em tornar o conhecimento relevante para o aluno, incentivando-o a tomar papel ativo no aprendizado, bem como o rearranjo do papel do professor como aquele que facilita o processo de aprendizado (ao contrário do tradicional professor que disponibiliza o conhecimento para ser consumido passivamente pelos alunos) são característicos do construtivismo, que, à época do surgimento da PBL no Canadá, já tinha uma certa proeminência no meio acadêmico voltado para a compreensão do processo educacional. O construtivismo constitui há muito uma oposição à estrutura de poder, hierárquica, que o modelo tradicional carrega.

O filósofo estadunidense John Dewey foi um dos pioneiros na crítica sistemática ao sistema tradicional de ensino. No final do século XIX, Dewey já combinava uma visão pragmática da educação com um ideário liberal e progressista. Dessa junção, em que entram a defesa da democracia e o comprometimento com a formação de livre pensadores, surgiram as bases teóricas para o movimento conhecido como Escola Nova, que busca superar a ideia da educação como mera transmissão do conhecimento previamente estabelecido entre mestres e alunos.

A pedagogia e a psicologia construtivista tiveram como principal referencial teórico o pensamento de Lev Vigotski. Este teórico marxista erigiu seu construtivismo social no clima revolucionário da Rússia soviética do início do século XX. Mais recentemente, conceitos caros à teoria vigotskiana foram incorporados às mais recentes tendências construtivistas, como o PBL – principalmente a noção de que o aprendizado individual se dá por meio das interações sociais, que o sujeito internaliza até o ponto em que torna-se capaz de trabalhar de maneira autônoma. Na visão de Duarte, Vigotski está sendo apropriado de maneira distorcida: “a ideia de que o aprendizado se deve às interações sociais não implica que o indivíduo necessariamente aprenderá quando se relaciona com outros tão despreparados num determinado tema quanto ele. Uma interação social fundamental para o aprendizado do indivíduo se dá quando ele toma contato com alguém que domina os aspectos fundamentais do conteúdo que deverá aprender. O ensino deveria trabalhar com o conceito de que, para aprender, o sujeito depende da ação educativa”.

Essa fundamental interação social entre experientes conhecedores e aprendizes perde-se com o PBL – dada a ênfase no trabalho coletivo e no aprendizado do indivíduo com seus pares. Embora os tutores ainda desempenhem um papel de orientadores do aprendizado, Dejuste lembra que “é exigida dos tutores uma intensa preparação sobre o método do PBL, mas não necessariamente um profundo conhecimento e domínio sobre determinada área do conhecimento solicitada para a resolução dos problemas propostos”. Uma outra faceta desse mesmo problema foi levantada por H. Coenraad Hemker, professor e pesquisador da holandesa Universidade de Maastricht (um dos berços do PBL), num artigo de 2001 publicado na revista : “o PBL torna a identificação com um professor por parte dos alunos quase impossível”. Hemker, cuja experiência como docente inclui o PBL, afirma que a identificação com a figura de um professor é essencial para o aprendizado, inclusive na idade adulta. Se, na adolescência, a identificaç ão com uma figura de destaque leva à idealização (e à idolatria), na maturidade ela pode ocorrer sem prejuízo para o capacidade crítica do indivíduo, ao mesmo tempo em que motiva seu aprendizado.

Em maior ou menor grau, o construtivismo prevê que a maneira de aprender variará de acordo com o indivíduo. Por isso, a prescrição de regras e métodos de forma padronizada estaria fadada ao insucesso. O PBL, neste sentido, tem suas raízes fincadas no construtivismo, pois procura tornar relevante e significativo o aprendizado de acordo com os referenciais que o aluno já tem ou que terá de encontrar independentemente de uma figura que – na visão dos críticos do modelo tradicional – lhe imponha qual seria o melhor caminho a ser tomado. Chama os alunos, em certa medida, para a construção do próprio conhecimento que adquirem. Assim, desse ponto de vista, o aprendizado poderia ser entendido já como uma extensão da produção de conhecimento.

Uma sala de aula que funcionasse como um laboratório e, ao mesmo tempo, como um lugar de livre pensamento, de busca por conhecimento e soluções, sem receitas ou cânones a serem seguidos: estes objetivos parecem ser inquestionáveis. Menos clara, no entanto, é qual exatamente seria a contribuição do PBL para alcançar esses objetivos. Talvez só o tempo poderá dizer se uma novidade como o PBL será uma força libertadora e encorajadora da reflexão e do pensamento crítico ou os afogará num oceano de estreiteza teórica e conhecimento prático interessante para um mercado de trabalho que exige formação técnica em vez de pensadores críticos. Ainda não é possível encontrar uma resposta para esta pergunta – mas, como ocorre com o que o PBL tem de melhor, a solução parece estar em aberto para ser construída.

A revista ComCiência é uma publicação eletrônica mensal que trata de assuntos ligados a todas as áreas das ciências e é produzida pelo Laboratório de Estudos avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp. A revista aborda todo mês um tema específico, com reportagens e artigos relacionados ao assunto. O tema deste mês é a Aprendizagem Baseada em Problemas: http://www.comciencia.br/comciencia/.

Por Danilo Albergaria, da Com Ciência.
Fonte: Secretaria de Ensino Superior – SP

Categorias:Ensino, Pesquisa

Aberto Processo Seletivo para o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Unesp

O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) – Campus de Marília, torna público que, de 01 de fevereiro a 01 de março de 2010, estarão abertas as inscrições para o Processo Seletivo para o Mestrado Acadêmico e Doutorado.

O Mestrado Acadêmico conta com 10 (dez) vagas e o Doutorado com 5 (cinco) vagas.

As informações sobre o PPGCI – UNESP, área de concentração, linhas de pesquisa, corpo docente, dissertações e teses defendidas, processo seletivo, edital e inscrições (on-line) podem ser obtidas via:

– website: http://www.marilia.unesp.br/posci/
– e-mail: posci@marilia.unesp.br
– telefones: +55 (14) 34021336 / 34021357