Arquivo

Archive for the ‘Atualização Profissional’ Category

Unesp abre inscrições para Mestrado em Computação

A Unesp está com inscrições abertas para o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação. O programa funciona no modelo multicampus, ao ter participantes dos campus de São José do Rio Preto, Bauru e Rio Claro.

Data Importantes: 

– Inscrição para o primeiro semestre de 2011: 03 a 30 de novembro de 2010.
– Primeira fase: Consiste na análise dos documentos dos candidatos inscritos. Para os candidatos brasileiros, será analisado o desempenho no POSCOMP (resultados de 2008, 2009 ou 2010). Portanto, para os candidatos brasileiros, a apresentação de nota no POSCOMP (2008, 2009 ou 2010) é obrigatória.
– Convocação para segunda fase: até 15/12/2010
– Segunda fase: Consiste na arguição dos candidatos classificados na primeira fase. Será realizada nos dias 24 e 25 de janeiro de 2011, conforme convocação, em São José do Rio Preto.
– Divulgação dos resultados: até 11/02/2011.

Para mais informações acesse a página do programa: http://www.dcce.ibilce.unesp.br/cursos/PPGCC.

CITOS 2010: evento no Univem trouxe inovação e pesquisa sobre software livre

Abertura do CITOS 2010

Nos dias 03, 04 e 05 de novembro, o Univem, por meio dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação, promoveu o Congresso de Inovação com Tecnologias Open Source (CITOS 2010), evento de abrangência nacional apoiado financeiramente pelo CNPq e estrategicamente pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC). O evento foi organizado pelo COMPSI (Computing and Information Systems Research Lab), núcleo de pesquisa e prática dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem.

Em um processo concorrido entre muitas instituições no país, o Univem foi contemplado no edital do CNPq para promoção de eventos de Inovação Tecnológica no Brasil.

Esta aprovação é um certificado e reconhecimento da qualidade do corpo docente e infra-estrutura dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do UNIVEM.

O evento foi um marco para a cidade de Marília e região pois devido ao seu caráter pioneiro trouxe pesquisadores e profissionais que são referência em todo o país na área de software livre. Os artigos apresentados no Workshop Open Source (I WOS) foram de um nível excelente com grandes contribuições no universo open source.

Palestra "Ubuntu - Libertando seu desktop" com Paulo Christiano (Ubuntu-SP)

A participação efetiva dos nossos alunos no apoio e organização de todas as atividades do evento foi um diferencial e mostrou o engajamento e interesse deles no sucesso do evento. As palestras e minicursos mostraram aspectos atuais e importantes da área com profissionais conceituados e tendo como público além de nossos alunos, pesquisadores, profissionais e entusiastas interessados em se atualizar e discutir a respeito de tendências do uso e produção de software livre.

O Install Fest, promovido no evento, enfatizou a contribuição do CITOS na divulgação da cultura do uso de softwares livres que pode beneficiar muito as empresas tornando-as mais competitivas com a otimização de custos na área de software e gera muitas oportunidades para os profissionais da área de TI que ficam responsáveis e atender esse mercado e as demandas corporativas de adoção de softwares livres.

A preocupação com a liberdade e a busca de soluções livres aproximou os participantes, um público em torno de 800 pessoas, entre alunos, profissionais, pesquisadores e entusiastas dos softwares livres e pretende-se que a partir de agora o evento torne-se itinerante acontecendo anualmente sempre no interior paulista.

ESPECIAL: Trabalho do cientista da computação está espalhado por toda parte

São eles que desenvolvem e mantêm a tecnologia a que temos acesso. Um dos maiores exemplos é a ferramenta de busca na internet 

O trabalho deles está por toda parte: em casa, na escola, no trabalho, nos bancos, nos locais públicos, enfim, por todo lado. São eles os responsáveis por desenvolver e manter boa parte da tecnologia a que temos acesso, mas quase ninguém se dá conta disso.  

Foto: DivulgaçãoO objetivo dos cursos de Ciência da Computação é formar profissionais capacitados para atuar desde a concepção de um algoritmo (como uma receita de bolo para resolver um problema de informática) até a criação e administração de um software.

De forma mais simples, o cientista da computação é um criador de softwares (conjunto de produtos que inclui os programas para computadores e manuais, especificações, etc.). Ao lado do engenheiro da computação e do bacharel em Sistemas de Informação ou análise de sistemas, o cientista da computação promove a migração de métodos manuais de trabalho para a informatização e a automação.

Como a formação é bastante ampla, as áreas de atuação são muito variadas. O cientista da computação pode trabalhar com tecnologia agrícola, jogos eletrônicos, tecnologia para celulares, equipamentos eletrônicos e bancos de dados, entre outras áreas. “Ele não é um simples programador. Ele tem uma visão muito mais ampla do que é a computação, por isso desenvolve atividades mais específicas, que vão do hardware ao software”, disse o professor Hermano Perrelli, vice-diretor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
 
Um bom exemplo de trabalho desenvolvido por um cientista da computação é a ferramenta de busca do Google. “Um site de buscas está embasado em uma sólida formação teórica da computação. Olhe para a busca do Google. Você digita uma palavra e em centésimos de segundos a busca está concluída. Agora pense na arquitetura que está por trás disso, pense no conjunto de coisas que permite ao usuário digitar uma palavra e aparecer várias coisas relacionadas com uma velocidade muito grande. Isto é trabalho de um cientista da computação”, explicou Edson Norberto Cáceres, diretor de educação da Sociedade Brasileira de Computação e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
    
Antes de escolher a carreira em Ciência da Computação, o vestibulando precisa estar ciente de que o curso é muito mais do que ter afinidade com jogos, MP3 ou computadores. “A formação básica é composta essencialmente por lógica e matemática pura. É preciso ter habilidade com ciências exatas. Se o candidato não souber entender uma regra de três, por exemplo, ele não vai conseguir levar o curso”, disse a professora Renata Pontin de Mattos Fortes, coordenadora do curso de Ciência de Computação da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Renata, os dois primeiros anos do curso de Ciência da Computação possuem muitas disciplinas que envolvem matemática, cálculos, geometria, álgebra e lógica, o que muitas vezes pode assustar os alunos. “Tem muitos alunos que se decepcionam com o curso porque achavam que iam chegar na faculdade e fazer joguinhos”, disse.

Geralmente, só depois do terceiro ano é que os futuros cientistas da computação terão contato com as disciplinas mais específicas do curso, que inclui formulação de projetos, linguagem de programação, engenharia de software, banco de dados, inteligência artificial, arquitetura de computadores, multimídia, computação gráfica, rede e sistemas, etc.
 
Fonte: Portal G1

CITOS 2010 – Programação 05/11

Minicursos

09:00hs – Framework Web Django –Igor Sobreira (Globo.com) – Lab. 11

14:00hs – Introdução à programação paralela com MPI –Maurício Pereira (Universidade Federal do Mato Grosso) – Lab. 06
14:00hs – Introdução ao desenvolvimento de interfaces multitoque com PyMT –Antonio Dourado (Universidade Federal de São Carlos) – Lab. 11

Palestras

19:30hs – Ubuntu – Libertando seu desktop – Paulo Christiano (Ubuntu-SP) – Auditório Sunji Nishimura

21:30hs – Coquetel de encerramento do evento

Install Fest

14:00hs às 22:00hs– Auditório Sunji Nishimura

Mais informações e inscrições: http://www.univem.edu.br/citos/

Congresso de Inovação com Tecnologias Open Source (CITOS 2010)

A partir da próxima quarta-feira (3) até a sexta-feira (5), o Centro Universitário Eurípides de Marília, o Univem, estará imerso no mundo da inovação e da tecnologia com a realização do CITOS 2010, o Congresso de Inovação com Tecnologias Open Source, promovido pelos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem e o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Sociedade Brasileira de Computação (SBC).

O evento reunirá as mais relevantes pesquisas, desenvolvimentos e inovações da comunidade científica e tecnológica brasileira utilizando tecnologias Open Source. O foco também é propiciar a interação entre os meios acadêmicos, empresariais e comunitários e direcionar a formação de alunos e profissionais para atender à demanda mercadológica atual e futura, apresentando soluções Open Source como meio para concepção de projetos de produtos e serviços inovadores.

Os professores-doutores Elvis Fusco e Fábio Dacêncio Pereira, da coordenação geral do evento, também destacam a possibilidade de criação de vínculos mais concretos dos alunos com o mercado de trabalho. “O formato nacional-regional levará à apresentação de temas e problemas específicos da região Centro-Oeste de São Paulo, assim como problemas e soluções para o desenvolvimento nacional”, enfatiza Fusco. “A expectativa é provocar um impacto real na comunidade acadêmica e profissional, gerando novas parcerias, serviços e produtos inovadores”, completa Pereira.

O CITOS 2010 é mais uma das ações de sucesso promovidas pelo núcleo de tecnologia do Univem, integrado pelo curso de Ciência da Computação, que pelo quinto ano consecutivo foi estrelado pelo Guia do Estudante e constará na publicação 2011 do guia de profissões e vestibular como um dos melhores cursos de Ciência da Computação do país.

Para a equipe de professores que trabalha para melhorar cada vez mais a qualidade do curso, a conquista foi muito bem recebida. “É com orgulho que recebemos essa importante e relevante publicação que norteia a escolha de muitos estudantes pela instituição e curso na hora do vestibular”, declara o coordenador dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação, Elvis Fusco.

Agenda cheia

Com o CITOS 2010 também será realizado o Workshop Open Source (I WOS), com artigos técnicos que devem contribuir para a pesquisa na área de Open Source. Além das palestras, o evento também contará com minicursos que serão ministradas nos três dias de evento com assuntos como Sistema Operacional openSUSE, Joomla, Apache Lucene, Desenvolvimento de Jogos, Scrum, Phyton, web2py, Framework Django, Programação Paralela com MPI e Interfaces Multitoque com PyMT.

Entre os temas de palestras podem se destacar as seguintes, Software livre e Comunidade openSUSE, Agilidade sem siglas, Python e Framework Django, Projetos da Fundação GNOME e Ubuntu.

O CITOS 2010 terá, também, o “Install Fest”, momento em que os participantes poderão instalar e configurar em seus computadores, gratuitamente, sistemas operacionais e aplicativos livres da plataforma Open Source.

Todas as informações e inscrições nas palestras e minicursos do CITOS 2010 podem ser acessadas no link do evento no site do Univem (www.univem.edu.br/citos).

Ao escolher a sua faculdade fique atento às 7 dicas

Elas poderão ajudá-lo a descobrir se a instituição de ensino é a mais adequada para você:

 1. Tradição
Tradição não significa somente tempo de atuação. Professores qualificados, atualizados e em contato com o mercado formam uma sólida instituição de ensino superior. Converse com alunos e ex-alunos e confira qual imagem a faculdade tem no meio acadêmico.

2. Localização
Quando a faculdade for mais barata ou gratuita, não se esqueça de colocar na ponta do lápis despesas extras, como custo de moradia no caso de mudança para outra cidade. Avalie também as instituições de ensino mais próximas da sua casa e se há facilidade de acesso aos meios de transporte.

3. Qualidade do ensino
Confira se a instituição oferece cursos variados, atualizados e aulas práticas. Visite o campus da faculdade e pergunte aos alunos se os professores possuem formação acadêmica sólida e ligação com o mercado de trabalho. Lembre-se que indicadores do MEC não medem o grau de empregabilidade das instituições.

4. Empregabilidade
Avalie se a faculdade oferece meios para aproximá-lo do mercado de trabalho e o conceito dela no meio empresarial. Participação em empresas junior, ações que ofereçam oportunidades de estágio e feiras com eventuais empresas empregadoras podem garantir seu futuro no mercado.

5. Credenciamento no MEC
Pesquise se a faculdade é credenciada e se os cursos oferecidos são reconhecidos pelo MEC. Muitas instituições utilizam o prefixo “Uni” ou o termo “Universidade”, mas não são reconhecidas como tal. Fique ligado!

6. Infraestrutura e preço
Mensalidades caras ou prédios luxuosos não significam necessariamente que a faculdade é de qualidade. Pesquise se a instituição oferece laboratórios equipados, biblioteca com bom acervo e equipamentos atualizados de informática. Não se iluda, o valor da mensalidade deve corresponder à infraestrutura oferecida.

7. Atuação ética no mercado
Desconfie de instituições que oferecem descontos milagrosos, como vantagens disfarçadas de armadilhas no preço da mensalidade. Não faça a transferência para uma faculdade que promete benefícios. Não incentive o “tráfico de alunos”.

Para descobrir se a instituição de ensino atende às suas exigências

  • Pesquise a instituição na Internet
  • Visite o campus pessoalmente
  • Informe-se sobre o perfil dos professores
  • Conheça a matriz curricular
  • Faça contatos com alunos e ex-alunos
  • Verifique a imagem da instituição junto às áreas de RH das empresas
  • Procure descobrir se a instituição escolhida acumula queixas em sites de reclamações e nos órgãos de defesa do consumidor

Fonte: http://ligadonafacul.com.br

COMPSI/Univem e LSITEC/USP estabelecem intercâmbio

A última semana foi movimentada no Computing and Information Systems Research Lab – COMPSI do Centro Universitário Eurípides de Marília – Univem, com a presença de um dos pesquisadores do LSITEC (Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico) da USP-Universidade de São Paulo, Edson Emílio Alonso.

O LSITEC, fundação vinculada a USP, onde são desenvolvidos projetos expressivos nas áreas de Computação e Engenharia, se uniu ao UNIVEM que conta com professores doutores com formação em algumas áreas de interesse nacional, porém ainda em processo de absorção pelo mercado, ou seja, tecnologias do futuro. Dentre as tecnologias mais estudadas pelos docentes e alunos do Univem, podemos destacar a Realidade Virtual, conceitos avançados para o desenvolvimento de softwares e em especial o desenvolvimento de chips, motivo que atraiu os pesquisadores e alunos da USP para um intercâmbio.

O principal motivo desse intercâmbio foi a troca de informações entre alunos da graduação do curso de Ciência da Computação do Univem e o especialista da USP, a respeito de algumas tecnologias dominadas apenas em esferas industriais e acadêmicas de pesquisa. De acordo com o professor do Univem, Fábio Dacêncio Pereira, o intercâmbio foi vantajoso tanto para o Univem, quanto para a USP, com a trocar de tecnologias, informações e contatos. “Tivemos acesso à tecnologias que vem sido desenvolvida pela USP e demos nossa parcela de contribuição para que o pesquisador concluísse seus trabalhos”, enumera o professor.

O Prof. Dr. Fábio Dacêncio Pereira, também é reconhecido como especialista na área de desenvolvimento de chips, e hoje conta com um grupo de alunos dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação em projetos de iniciação científica que estudam e se dedicam ao entendimento e desenvolvimento de soluções voltadas para esta tecnologia. “Por meio deste intercambio, o pesquisador da USP conseguiu esclarecer muitos pontos de minha pesquisa e está voltando para a USP com soluções e encaminhamentos necessários para finalizar seu trabalho”, considera o professor Dacêncio.

Em contrapartida, Edson trouxe um conhecimento não convencional e pouco explorado no país sobre a tecnologia smart cards. Edson explica que os smart cards são cartões convencionais que têm embutido um processador e memórias. “Todos nós utilizamos muito em nosso dia-a-dia em compras on-line, meios de pagamento digital, vale refeição, já que eles agregam funcionalidades como identificação de pessoas e transações monetárias, tudo isso com um nível de segurança considerado satisfatório”, finaliza o pesquisador da USP.

Edson fez uma doação, através da USP, para o Univem de um kit de desenvolvimento e cartões para que os alunos dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação possam se especializar para atender um mercado restrito, onde poucos profissionais brasileiros dominam a tecnologia. Este diferencial garante que o aluno Univem ocupe as melhores oportunidades disponíveis no mercado de trabalho. Para acompanhar as pesquisas e atividades desenvolvidas na área de informática do Univem basta acessar o site do COMPSI: www.compsi.univem.edu.br.

Abertas as inscrições para os minicursos do CITOS 2010

Acontece nos dias 02, 03 e 04 de novembro no Centro Universitário Eurípides de Marília (Univem), o Congresso de Inovação com Tecnologias Open Source (CITOS 2010), evento apoiado pelo CNPq e SBC e promovido pelo Computing and Information Systems Research Lab (COMPSI), laboratório mantido pelos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem.

Durante o evento acontecem minicursos que têm por objetivo abordar temas relevantes geralmente não ministrados nas matrizes curriculares dos cursos de graduação além de despertar o interesse pela área de Open Source entre acadêmicos e profissionais.

Seguem abaixo os minicursos oferecidos durante o evento:

Quarta-Feira (3/11)

14h

Introdução ao sistema operacional openSuSE Carlos Ribeiro (openSUSE)

14h

Joomla Hermes Nunes (Universidade Federal de Viçosa)

Quinta-Feira (4/11)

9h

Introdução ao Apache Lucene: inserindo busca eficiente ao seu projeto de software Kátia Santos (CEFET-MG)

9h

Introdução ao Desenvolvimento de Jogos com Software Livre Maurício Gomes

14h

Scrum – Construindo a Legolandia Sergio Monteiro (Agile Trends)

14h

Desenvolvimento ágil com Python e web2py Bruno Rocha

Sexta-Feira (5/11)

9h

Framework Web Django Igor Sobreira (Globo.com)

14h

Introdução à programação paralela com MPI Maurício Pereira (Universidade Federal do Mato Grosso)

Para mais informações dos minicursos acesse a programação geral do evento. As inscrições devem ser feitas pelo site do evento http://www.univem.edu.br/citos/ e as vagas dos minicursos são limitadas.

Empresas de TI vão ao mercado em busca de novos talentos

14/10/2010 – Situação de falta de mão de obra obriga as empresas a enfrentar três desafios: capacitação, retenção e reciclagem

Por Equipe InfoMoney, InfoMoney

A falta de mão de obra especializada no Brasil não é característica exclusiva do setor de engenharia. Pouco explorado no País, o segmento de segurança da informação passa pelo mesmo problema. O mercado de TI (Tecnologia da Informação), em geral, detém mais vagas do que profissionais capacitados para ocupá-las.

“Tecnologia da informação sempre foi e será uma área muito especializada. O surgimento de novas tecnologias força os profissionais dessa área, assim como as empresas, a buscar ciclos de reciclagem de forma constante. Na área de segurança não seria diferente e avalio ser ainda mais complexa, dado o avanço das tecnologias, assim como a habilidade de pessoas que buscam a fraude”, afirma o presidente da True Access Consulting, Pedro Goyn.

Segundo ele, a situação obriga as empresas a enfrentar três grandes desafios para se manter no cenário comercial tecnológico: capacitação, retenção e reciclagem de profissionais.

O mercado nacional passa por obstáculos para contratar de forma robusta profissionais qualificados. Os bons funcionários já estão empregados e caracterizam-se por não mudarem facilmente de emprego.

Fora isso, a especialização tem um peso substancial entre as empresas. Com a disputa de mercado, quanto maior o conhecimento, mais altos os salários. “Entramos aí na balança do custo e benefício, se o profissional é bom, as empresas, sem dúvida, irão pagar um valor alto por ele”, observa Goyn.

Fortalecimento

Existem poucos cursos superiores de qualidade que, de fato, capacitem o profissional em segurança da informação com excelência. Os preceitos básicos desse profissional consistem em formação em TI, cursos superiores, como é o caso de engenharia de sistemas, engenharia da computação, análise de dados, entre outros.

“Aí entramos na fase da especialização. Uma boa dica é, além da graduação na área de TI, ter certificações baseadas em normas como a ISO 27000. Em seguida, para aqueles que desejam se aprofundar nos aspectos de segurança da informação, certificações como CISSP (Certified Information Systems Security Professional) e CISM (Certified Information Security Manager) são ainda um diferencial. E se esse profissional desejar, pode fazer também uma complementação com cursos como ITIL, Cobit, PMI, entre outros”, explica o executivo.

Tido como essencial em qualquer profissão, o domínio da língua inglesa também tem forte predominância na área tecnológica.

Diferentemente do passado, quando muitos profissionais estudavam em casa, muitos interessados na área hoje passam por cursos e laboratórios de especialização.

Futuro
O profissional do futuro em segurança da computação deverá ser um “malabarista”. Esta é a percepção de Goyn, que analisa a impossibilidade das empresas terem condições de contratar o número de profissionais necessários. “A competitividade e o nível de empregabilidade também são um desafio no que tange se atualizar sempre, buscar a autorreciclagem e estar atento a todas as novidades do mercado”, explica.

“Se TI é um mercado promissor, o de segurança é ainda mais. Todo mercado que provoque a sua autorrenovação cresce. Isso porque, quanto mais você se renova, mais é cobiçado pelas empresas que buscam por um bom profissional de segurança da informação”, projeta Goyn.

De acordo com o executivo, em cinco anos, o setor passará por um grau de especialização jamais visto. Em decorrência desse fator, a capacidade de trabalho em equipe será fundamental nas empresas.

Incentivo fiscal para educação em TI

 Oito meses se passaram desde que a Instrução Normativa nº. 986 – que funciona como um incentivo fiscal para a capacitação de profissionais na área de TI – entrou em vigência, e já podemos observar alguns desdobramentos dessa iniciativa.

Para quem não se lembra como funciona este incentivo fiscal, ele permite que as empresas de Tecnologia da Informação (TI) ou Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC), enquadradas no Lucro Real, possam excluir do seu lucro líquido os custos e despesas com capacitação de pessoal que atua no desenvolvimento de softwares. Isso significa que as despesas para treinamento de pessoal de desenvolvimento,em nível técnico, graduação e de pós-graduação possam ser abatidos do lucro da empresa antes da tributação do imposto devido – simples assim.

Outra vantagem trazida por esta norma é que o custeio de bolsa de estudo oferecida ao trabalhador que tenha vínculo empregatício com a empresa, também pode ser excluído, desde que o funcionário atue no desenvolvimento de softwares da empresa que será bene-ficiada. A exigência, neste caso, é que as instituições de educação sejam credenciadas e reconhecidas pelo Ministério da Educação ou por órgãos de educação estaduais ou municipais competentes.

No caso dos cursos técnicos ou superiores, as unidades de ensino devem constar do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos ou do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, elaborados pelo Ministério da Educação. As regras também valem para cursos a distância.
A contabilização das referidas despesas deve ser feita de forma individualizada, detalhando o gasto por funcionário e por instituição de ensino. E é exatamente neste ponto que as empresas de TI estão tendo problemas.

Em virtude de uma norma de ordem cultural, normalmente a contabilidade das empresas brasileiras não atendem às recomendações internacionais – e mesmo nacionais – no que tange à contabilização de seus resultados. O que, via de regra, acarreta em discussões intermináveis com o Fisco. O incentivo fiscal contido na instrução normativa 986 tem dois aspectos sociais interessantes e imediatos: o primeiro deles é o apoio à capacitação profissional dos funcionários da empresa. E o segundo é a própria renúncia fiscal da União que reverte parte dos tributos devidos pelo contribuinte para a educação em uma área estratégica e que está em franco crescimento.

Não se sabe ainda ao certo o número de empresas que aderiram ao incentivo, já que a vigência da Portaria iniciou-se no ¬final de dezembro de 2009. Os impactos mais significativos devem ser sentidos até o final deste exercício.

Contudo, já se tem notícias de empresas ¬fiscalizadas e que não contabilizaram de forma adequada os referidos gastos e, por tal motivo, sofreram alguma sanção administrativa.

Apesar de ser um instrumento de incentivo muito interessante também do ponto de vista da relação empresa-colaborador, o fato é que se a empresa não for optante do Lucro Real e não estiver com a sua contabilidade organizada e bem estruturada, o tiro pode sair pela culatra, e a conta final pode sair bem salgada para a empresa.

por Luis Massoco
Font: http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=72280&utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter