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Convênio entre Governo de São Paulo e APL TI Marília criará ecossistema estadual de formação de profissionais em TI

Patricia Ellen (Secretária Estadual de Desenvolvimento Econômico) e Elvis Fusco (Coordenador do APL TI Marília)

Aconteceu na última quinta-feira, a solenidade de assinatura do termo de fomento e convênio entre o Governo de São Paulo e o Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação de Marília para apoio ao desenvolvimento do projeto “Ecossistema Digital de Formação e Atualização Profissional em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo”.

O projeto visa ampliar a oferta e a aderência de profissionais qualificados e certificados para atuar nas empresas dos Arranjos Produtivos Locais de Tecnologia da Informação do Estado.

Representando o Governo do Estado de São Paulo, esteve presente para assinatura do convênio, a secretária estadual de desenvolvimento econômico Patricia Ellen, que destacou a importância do programa de fomento aos APLs do estado. “Na retomada da economia, é fundamental estabelecer políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento econômico e à geração de empregos, e o setor de TI se apresenta como um segmento estratégico para investimento e fomento”.

Em 2020, mesmo com a pandemia e o Brasil apresentando uma queda de 4% no PIB, o segmento de TI cresceu 8%. A perspectiva para 2021 é que o mercado de TI cresça 11%. Em contrapartida, a expectativa é que a escassez de mão de obra continue crescendo.

Até 2024 o país deve chegar a um patamar de 420 mil vagas abertas no setor de TI. Porém, o país tem formado 46 mil profissionais nessa área por ano, 65% menos do que deveria formar para atender às 70 mil vagas demandadas anualmente pelo mercado.

O presidente da Asserti, Elvis Fusco, representando o APL TI Marília na assinatura do convênio, enfatiza a relevância do projeto. “O panorama positivo da área de TI no país evidencia a importância do projeto apresentado. Como resultado, será disponibilizada uma plataforma digital aberta de formação online para criação de conteúdos formativos nas tecnologias utilizadas pelas empresas dos clusters de TI de todo o estado com apoio e parceria do Governo do estado de São Paulo e entidades públicas e privadas”.

O Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação de Marília – APL TI Marília, que tem a Asserti – Associação de Empresas de Serviços de Tecnologia da Informação como entidade de governança, representa o setor de TI em todo centro-oeste paulista, e neste mês de abril, recebeu da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de SP o reconhecimento de nível máximo de maturidade; nível este, que conta com  somente 3 APLs, dentre os mais de 70 APLs do Estado.

“A aprovação desse projeto e sua amplitude para o desenvolvimento econômico no estado de SP demonstram a importância de parcerias entre o setor público e o setor privado, por meio de políticas públicas e programas de incentivo aos APLs e os polos de desenvolvimento”, destaca o coordenador do APL TI Marília, Elvis Fusco.

O evento contou também com a presença de representantes de entidades estratégicas para o projeto, como o diretor do Ciesp, Chikao Nishimura, os secretários municipais, Marcos Boldrin e Nelson Moura, o presidente da Câmara Municipal, vereador Marcos Rezende, o presidente da Jucesp, Walter Ihoshi, o diretor do Senai, Ronaldo Sotrati, os diretores da Asserti, Milton Breda, João Batista dos Santos, Giulianna Marega e Marcel Farto, a Diretora da Unesp, Profa. Dra. Cláudia Mosca, o superintendente da Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia, Alberto Issamu Honda, a pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Ação Comunitária da Unimar, Profa. Dra. Fernanda Mesquita Serva e o Prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira.

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Arranjo Produtivo Local ou Cluster Empresarial é um conjunto de agentes de natureza diversa, que participam nas tarefas principais de uma aglomeração produtiva, o que inclui empresas produtoras (de um produto/serviço de um setor específico) e fornecedoras, centros de pesquisa, agentes do governo, instituições do terceiro setor, universidades, entre alguns exemplos), que tenham uma governança e evidenciam relações de cooperação e aprendizado constantes em um determinado território. Esses fenômenos ocorrem em um recorte do espaço geográfico constituído pelo agrupamento de agentes de interesses que consolidam uma identidade coletiva e demonstram a capacidade de promover o desenvolvimento local, estabelecendo parcerias e compromissos para manter e especializar os investimentos de cada um dos agentes no arranjo e seu entorno.

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