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Cloud Computing é o maior desafio da carreira em TI

Uma tecnologia é considerada estratégica se nós percebemos que sua implementação e seu uso podem trazer impacto significativo na empresa nos próximos anos.

Todo ano o Gartner aponta “as 10 tecnologias transformadoras” que na nossa visão irão causar maior impacto nas empresas, nos próximos anos.

Esta é a lista de 2010:

  1. Computação em nuvem
  2. Dispositivos móveis e tabletes
  3. Análise de BI avançada
  4. Análise social
  5. Tecnologias de mídias sociais
  6. Vídeo como mídia e como conteúdo
  7. Percepção de contexto computacional (“context awareness computing”)
  8. Computação em todos os lugares (“ubiquitous computing”)
  9. Memória flash
  10. Computação em malha de rede (“fabric computing”)

A computação na nuvem apareceu de repente entre as dez mais, já em segundo lugar, em 2007. Chegou a primeiro em 2008 e permanece aí desde então.

Os critérios para que uma tecnologia possa aspirar uma posição na lista – e, portanto, merecer a atenção das empresas – são que ela deve ser estratégica e “perturbadora” (“disruptive”, em inglês).

Uma tecnologia é considerada estratégica se nós percebemos que sua implementação e seu uso podem trazer  impacto significativo na empresa nos próximos anos: mudanças nos negócios, mais valor e mais competitividade. E ela é perturbadora quando pode transformar pessoas, processos e tecnologia através de soluções novas e radicais, imaturas, por definição, que trazem riscos novos e significativos – e também recompensas novas e significativas e, por isso, são adotadas.

A computação em nuvem é uma família de tecnologias muito diversas, que têm em comum um conjunto básico de características: são oferecidas sempre como serviços, que são escaláveis e elásticos, padronizados, compartilhados entre muitos clientes, pagos pelo uso e entregues através da Web.

Já existem serviços na nuvem sendo oferecidos em cada camada da arquitetura tecnológica. Por exemplo, “infrastructure utility” (infraestrutura), “application platform as a service” (plataforma), “software as a service” (aplicação), “Web engine” (acesso a conteúdo) e “business process utility” (processo).

O potencial mais evidente dessas tecnologias é revolucionar a equação econômico-financeira de como uma empresa adquire e paga TI. São tecnologias que exigem investimentos praticamente nulos, transformando custos fixos em custos variáveis. Além disso, como são pagas pelo uso, em princípio, a curva de gastos é paralela à curva de receitas. Mas não é só isso. Com suas características de agilidade, flexibilidade, escalabilidade e acesso, podem revolucionar o desenho de processos de negócio. Essa inovação trazida por processos de negócio radicalmente novos deve resultar em um salto no valor que TI entrega ao negócio.

O autor canadense Don Tapscott (“Wikinomics”) diz nas suas palestras ao redor do mundo: “Devemos começar a pensar na Web como um único e gigantesco computador. Todos os negócios estarão aí”. É uma visão poética e provocadora, que não necessariamente vai se converter numa realidade para todas as empresas. Mas todas – que hoje têm arquiteturas tradicionais – precisam começar a caminhar na direção a uma arquitetura mais amigável à Web.

E aí entram os profissionais de TI.

Na pesquisa que fizemos entre CIOs de todo o mundo no final de 2009, os CIOs brasileiros se mostraram muito mais inclinados à adoção de serviços na nuvem que seus colegas de outras partes do mundo. De fato, faz sentido. Com orçamentos de TI mais limitados que seus competidores lá fora, o CIO brasileiro percebe os serviços na nuvem como uma alternativa viável para a adoção de tecnologias de ponta, que coloquem sua empresa em paridade tecnológica global. Aí, com um pouco de criatividade no uso dessas tecnologias, combinando componentes dos serviços na nuvem de maneira inovadora, as empresas brasileiras podem conseguir o diferencial competitivo necessário.

Pensando assim, eu esperava ver em 2010 uma forte aceleração na adoção desses novos serviços e, na verdade, pouco ou quase nada aconteceu. Como se pode explicar esse comportamento, contrariando na prática o que havia sido dito na pesquisa?

Na minha opinião, parece que existem duas explicações complementares. A primeira é uma reação à imaturidade dos serviços. Esses serviços trazem uma combinação desafiadora de duas características: de um lado, trazem riscos novos, que não sabemos gerir; de outro, os serviços nas nuvens já chegam prontos, os clientes têm muito pouca possibilidade de gestão sobre eles. A segunda explicação me parece mais subjetiva e pouco percebida (ou discutida).

Talvez inconscientemente, os profissionais de TI receiem adotar os serviços na nuvem por não terem as competências profissionais para a nova situação. De fato, as regras mudam completamente. Muda completamente a maneira como se deve especificar, escolher, contratar e gerir um serviço na nuvem. Ser um grande especialista em quaisquer das tecnologias que foram críticas na TI tradicional já não garante um desempenho superior nesse novo mundo.

É verdade que poucas empresas precisam completar a transição para uma arquitetura totalmente centrada na Web. Também é verdade que essa transição, mesmo que parcial, vai levar algum tempo. Mas certamente todas as empresas precisam iniciar essa jornada. Agora. O valor potencial a ser entregue pela nova TI ao negócio é muito grande para deixar para depois.

E aí voltamos aos profissionais de TI. Eles têm que liderar essa transição. Eles têm que indicar os novos caminhos ao pessoal de negócios. Eles têm que mostrar como obter muito mais valor para os negócios com as novas tecnologias. Em contrapartida, internamente eles têm que estar dispostos a iniciar a jornada que vai transformar a antiga área de TI em uma organização que esteja preparada para entregar valor ao negócio a partir dos novos serviços.

Na verdade, o fato de serem especialistas em uma ou outra tecnologia talvez não seja a característica mais importante dos profissionais de TI. Em minha opinião, o que caracteriza esses profissionais e o que os torna valiosos para suas empresas, é o seguinte: um grupo de profissionais de alto nível, com competências diversificadas (informação, processos, organização e tecnologias), em geral criativos, que têm a capacidade de trabalhar colaborativamente na criação de soluções de negócios. É isso que torna a área estratégica para todas as empresas, usando TI, tecnologias na nuvem ou quaisquer outras que sejam necessárias.

Fonte: IDG Now – Cassio Dreyfuss – Vice-Presidente de Pesquisa do Gartner

Palestra “Cloud Computing” ministrada na VII Semana de Tecnologia da Fatec-Garça

Palestra sobre Cloud Computing na FATEC de Lins

Palestra Cloud Computing na ETEC de Marília

Palestra ministrada durante a III Semana de Informática da ETEC de Marília.

Cursos gratuitos em SQL Server 2008 e SQL Azure

Inscrições abertas para o Marília Tech Day 2010

Estão abertas as inscrições para o Marília Tech Day 2010, evento organizado pela comunidade técnica de Marília, e com o apoio da Microsoft Brasil, do UNIVEM e outros parceiros, o Marília TechDay 2010 apresentará aos universitários e profissionais do mercado inúmeros recursos técnicos com conteúdo elaborado exclusivamente para o evento.

Por se tratar de um evento presencial, as inscrições foram limitadas ao número de 700 pessoas. Para se inscrever clique no link abaixo e você será redirecionado para a página do evento no site do MSDN, faça login com seu Windows LIVE ID para concluir o processo de registro. Ao final imprima o bilhete de entrada que deverá ser apresentado à organização do Marilia TechDay na data do evento.

CLIQUE AQUI PARA SE REGISTRAR

Palestra sobre Plataforma Azure para Cloud Computing

Nesta palestra para o Web Mobile Tech Week são demonstrados os conceitos de Cloud Computing e da Plataforma Azure com o desenvolvimento de uma aplicação no Visual Studio 2008 e a hospedagem e execução da aplicação na nuvem.

Windows Azure na Prática @ Yahoo! Video

SaaS: Oportunidades para Empresas e Profissionais de Software

Estamos vivendo um momento de transição para não dizer que já estamos em uma nova geração no que tange à plataforma dos sistemas de informação corporativos.

Assim como aconteceu com o surgimento do sistema operacional Windows e as interfaces GUI em meados da década de 90, em que as empresas e profissionais de software tiveram que evoluir seus sistemas da interface caracter e o uso de pseudo bancos de dados para interfaces gráficas e bancos de dados relacionais, atualmente o desafio estimulado pelo mercado é oferecer os produtos de software tendo a Web como plataforma.

Esse desafio provoca muitas oportunidades para empresas e profissionais, para as empresas pois as que oferecerem seus sistemas na Web ou, ainda mais, possibilitando a execução e armazenamento de dados desses sistemas na nuvem (Cloud Computing) em modelos de software como serviço (SaaS) ampliarão as possibilidades de comercialização e relacionamento com seus clientes como instalação, liberação de versões e suporte.

Tenho falado em palestras para empresários e profissionais a algum tempo que esse modelo é o futuro dos softwares de gestão como os ERP, por exemplo. Sugiro que novos projetos de software tenham obrigatoriamente de ser projetados para a execução na Web, mais ainda, que sejam desenvolvidos como softwares como serviço.

Justifico essa idéia pois as empresas atualmente para utilizar um sistema de informação, deve manter uma infraestrutura de servidores de banco de dados e aplicação, profissionais que cuidem da rede interna, segurança, ou seja, toda uma estrutura de hardware, software e pessoas para poder utilizar seus sistemas.

Para os profissionais da área de desenvolvimento, o domínio de metodologias e tecnologias de desenvolvimento para Web, Arquitetura Orientada a Serviços, Cloud Computing, Virtualização será decisivo e estratégico para atender as demandas crescentes das empresas de software por profissionais e atualmente já é diferencial o conhecimento dessas tecnologias de desenvolvimento.

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Palestra Windows Azure na Prática

Startup brasileira investe R$ 6 milhões na criação de uma solução de cloud computing

por IT Web (Felipe Dreher)
01/07/2009

MIPC Informática contabiliza sete clientes utilizando tecnologia em nuvem

A startup brasileira MIPC Informática investiu R$ 6 milhões e quatro anos de trabalho para desenvolver uma plataforma de cloud computing. O produto chegou ao mercado, efetivamente, em maio.

Marcos Silva, diretor comercial da provedora, enxerga grande aderência na oferta da solução às companhias de pequeno e médio portes. A modalidade mais básica da tecnologia contempla 2 GB de espaço de armaznamento e acesso a um sistema operacional na nuvem capaz de atender demandas básicas de empresas dentro desse perfil.

A versão “enxuta” custa R$ 150 por usuário/mês. Por esse valor, além de sistemas de escritório baseados em software livre, a provedora garante backup diário de toda base de dados e acordo de nível de serviço (da sigla em inglês, SLA) com disponibilidade mínima na casa dos 90%, em operação 24×7.

À medida que a complexidade do ambiente avança, é possível escalar a oferta e ampliar a disponibilidade – o que acarreta custos calculados sob demanda.

Para acessar a plataforma de cloud computing da MIPC basta apenas um terminal com acesso à rede e 18 MB (tamanho do aplicativo de acesso à nuvem).

Segundo o executivo, a empresa possui sete clientes na solução, sendo que um deles roda um ERP da Microsiga em nuvem. “Montamos um data center para atender 3 mil usuários”, comenta Silva, contabilizando, atualmente, cerca de 200 pontos de acesso.

O diretor diz que o próximo passo é trazer parceiros tecnológicos para ampliar a oferta de soluções dentro da nuvem.

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