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2016: o ano da nuvem (de novo)
Por Kong Yang, gerente técnico da SolarWinds
Na minha opinião, a adoção quase completa da virtualização, assim como a investigação da nuvem e de outras estratégias de computação não tradicionais, está muito mais avançada do que o esperado para este momento – especialmente entre as empresas de pequeno e médio portes. Fazer com que os aplicativos sejam verdadeiramente móveis é redefinir como as empresas pensam sua infraestrutura de TI.
De fato, infraestruturas que nunca tinham sido consideradas flexíveis o suficiente para deixarem os data centers agora estão sendo hospedadas fora do local. As pessoas não apenas deixaram de temer essa mudança, mas estão empolgadas com ela. Implementações bem-sucedidas do Office 365 levam mais empresas a considerar a mudança para fora do local. A tendência à portabilidade e à capacidade de configuração baseada em software da infraestrutura está efetivamente começando a decolar.
Com esse estágio definido, apresentamos algumas das principais previsões da SolarWinds para 2016.
Maior atratividade da nuvem
Como dissemos, a nuvem não é mais a grande novidade e já superou o seu auge de sensacionalismo. Em 2015, ela se tornou apenas mais uma ferramenta disponível. Mais importante, a gerência passou a confiar nela em termos de disponibilidade e segurança, e os gerentes de orçamento descobriram as “vantagens da escalabilidade elástica”, ou seja, a flexibilidade de aumentar ou diminuir, conforme necessário.
Com a primeira etapa da nuvem já conquistada (migração de aplicativos existentes em execução em hipervisores locais), a TI está adotando e tentando habilitar serviços sempre presentes sob demanda, a real oportunidade da nuvem. Hoje, gastamos bilhões em licenciamento de pacotes de aplicativos e, embora possamos escalonar facilmente as instâncias de acordo com a demanda, esse não é necessariamente o caso dos aplicativos em execução em tais instâncias.
Em 2016, veremos cada vez mais empresas tentando contornar o modelo de aplicativos simplesmente em execução na nuvem. Elas já estão migrando para serviços totalmente gerenciados, como Amazon RDS e Azure SQL, e deixando as caixas privadas do Oracle, SQL Server e MySQL para trás. O ano que vem trará mais experimentação com sistemas de bancos de dados nativos na nuvem, filas, agentes de comunicação, cache distribuído e outras tecnologias básicas de nuvem. A possibilidade de pagar de acordo com o uso é atrativa demais para ser desperdiçada.
Violação da confiança na nuvem
Apesar de todas as suas vantagens, a nuvem não é uma fortaleza impenetrável (afinal, nada é!). Portanto, é quase uma conclusão inevitável que, no transcorrer de 2016, um grande provedor de serviços de nuvem cairá vítima de uma importante violação, o que terá um enorme impacto em todas as empresas que dependem dele.
As consequências de tal violação serão amplificadas devido ao fato de que muitas empresas estavam tão desejosas de migrar para serviços de nuvem que a maioria não investiu tempo nem recursos suficientes em protocolo de segurança e criptografia dos dados. Assim, com os fornecedores de nuvem conectando tantos dados, é só uma questão de tempo até que isso aconteça – e que fiquemos sabendo.
Uma palavra sobre contêineres
Contêineres de empresas como Google, Docker, CoreOS e Joyent se tornaram um importante tópico da discussão sobre a nuvem. Organizações em todos os principais setores, desde finanças até comércio eletrônico, desejam compreender melhor o que são os contêineres e qual é a melhor forma de utilizá-los nas operações de TI. Esse aumento de conscientização e o sucesso de empresas inovadoras na escala da Web, como Google, Amazon e Netflix, levaram a avaliações mais profundas em organizações de TI para tentar extrair algum valor diferenciado da integração de contêineres.
Em poucas palavras, um contêiner consiste em todo um ambiente de tempo de execução (um aplicativo, suas dependências, bibliotecas e outros binários e os arquivos de configuração necessários à sua execução) em um único pacote. Essa mudança para a conteinerização causa pressão sobre a capacidade de entender quais ferramentas estão disponíveis (por exemplo, Kubernetes, Chef e Puppet) e qual é a melhor maneira de implementá-las.
Contêineres – essencialmente todo um ambiente de tempo de execução em um único pacote – tornaram-se uma importante área de discussão no espaço da computação em nuvem. No entanto, a maioria das empresas ainda está às cegas no que diz respeito a quais ferramentas estão disponíveis e como podem ser implementadas.
No transcorrer de 2016, a conteinerização continuará a dar trabalho na fase da ensino, em que as organizações tentarão compreender a melhor forma de utilizá-la para cada aplicativo e serviço. Embora algumas possam ficar relutantes quanto à adoção de contêineres devido à familiaridade com a virtualização, os contêineres são muito mais leves e usam muito menos recursos do que as máquinas virtuais. Há quem considere os contêineres a chave para o universo do OpenStack.
Em resumo
No ano de 2016, o mundo estará nas nuvens. Isso será tanto bom quanto ruim, à medida que as organizações buscam obter ainda mais benefícios da nuvem pela experimentação com uma infraestrutura de nuvem nativa, mas também é praticamente inevitável que, à medida que isso acontece, testemunhemos a primeira violação de dados de um importante provedor de nuvem. Os contêineres também desempenharão um papel muito maior em 2016, embora ainda seja cedo para sua adoção generalizada.
Os principais eventos de tecnologia em 2016 para empreendedores, desenvolvedores e social media
Nós fizemos essa lista dos principais eventos de tecnologia para 2015, e claro que não poderíamos deixar de atualizá-la para 2016, pois os eventos são ótimas oportunidades para nos informarmos sobre conteúdos, gerar insights, fazer networking e por que não conhecer pessoas, não é mesmo?
O Brasil tem sido palco de grandes encontros da área de tecnologia que revelam tendências do mundo digital como computação em nuvem, e-commerce, social media, conteúdos, como a Campus Party, Social Media Week e o Fórum E-commerce Brasil, entre outros.
Por conta disso, a Eventbrite Brasil reuniu 40 principais eventos em uma lista, que estão programados para realizarem edições em 2016 e que prometem ser promissores para quem deseja evoluir nessas áreas e se atualizar. Nós dividimos esse levantamento em: Social Media, Marketing Digital e Inovação; Desenvolvimento, TI e Segurança; e Startups.
Confira e já programe a sua agenda para esse novo ano cheio de oportunidades!
Social Media, Marketing Digital e Inovação
1. Social Media Week
Com cerca de 150 palestras e mais de 100 atividades o evento reúne especialistas do mundo digital para falar sobre redes sociais, tendências do marketing digital sobre como a tecnologia está mudando a forma de fazer negócios, a sociedade e também a cultura no mundo. Acontece em 22 países. Setembro, São Paulo.
2. Brazil Independent Game Festival (BIG)
Único festival de jogos independentes da América Latina, apresenta uma exposição dos melhores jogos independentes do ano no mundo inteiro. Maio, São Paulo e Porto Alegre.
3. Campus Party
Com oito anos de eventos, a Campus Party reúne cerca de 8.000 participantes, sendo considerado o maior evento de internet do mundo. Janeiro 26-31, São Paulo.
4. Conferência Ethos 360º
Promovida pelo Instituto Ethos, a conferência aborda temas como tecnologia, sustentabilidade e inovação. Setembro, São Paulo.
5. eShow SP
Este evento reúne os assuntos: internet das coisas, marketing digital, e-commerce, mobile e muito mais, e acontece na Espanha, México, Brasil e Colômbia. Junho 22 e 23, São Paulo.
6. Intercon
O Intercon é um evento brasileiro sobre criatividade, tecnologia e inovação. Já contou com 13 edições e com a presença de profissionais líderes de agências e iniciativas digitais. Outubro, São Paulo.
7. Proxxima
Realizado pelo grupo Meio e Mensagem, o evento é sobre o cenário dos negócios no mercado de marketing e comunicação digital, redes sociais, mobile, agências de publicidade e grupos de mídia. Maio, São Paulo.
8. RD Summit
Realizado pela empresa Resultados Digitais, é considerado o evento mais completo de marketing digital e vendas do Brasil. Outubro, Florianópolis.
9. Semana Imersão Marketing Digital
Ministrada por Martha Gabriel, autora do livro “Marketing na Era Digital”, o evento oferece um programa de imersão completo para executivos de todas as áreas. Janeiro 28-30, São Paulo.
10. Redes-eGov
Evento único no Brasil, o Redes-eGov trata da utilização de redes sociais e tecnologias por instituições públicas e promove a capacitação e troca de experiências entre agentes públicos. Maio, Brasília.
11. Enter+
Festival que acredita que a comunicação é uma mistura de ideias. Oferece conteúdo e troca de ideias e experiências com o objetivo de apontar tendências para os profissionais da área de comunicação digital. Outubro 23 e 24, São Paulo.
12. Social Media Happy Hour
Evento colaborativo, sempre realizado a noite que tem como objetivo dividir conteúdos divertidos, ao mesmo tempo que passa insights e tendências sobre as redes sociais. Setembro 15, São Paulo.
Desenvolvimento, TI e Segurança
13. Big Data Week
É uma plataforma global de eventos e comunidades conectadas para discutir novas tendências, desafios e os impactos tecnológicos, comerciais, sociais e políticos do Big Data. Novembro, São Paulo.
14. Cloud World Forum LatAm
Evento que discute, aponta tendências e boas práticas relacionadas à computação em nuvem. Agosto, São Paulo.
15. Congresso Fecomercio de Crimes Eletrônicos
Evento que aborda temas como soluções para micro e pequenas empresas, legislação e direito eletrônico, educação para a tecnologia, entre outros. Agosto, São Paulo.
16. Fórum E-commerce Brasil
É o maior evento de e-commerce da América Latina, que reúne 7.000 profissionais, 8 áreas de conteúdos e 90 expositores. Julho, São Paulo.
17. Gartner Symposium
Importante simpósio voltado para CIOs e executivos de tecnologia da informação. Outubro, São Paulo.
18. IT Forum Expo
Evento focado em TI e Segurança da Informação que está em sua 4ª edição, com o objetivo de promover em dois dias um ambiente para geração de conteúdos, relacionamento e negócios. Novembro 8 e 9, São Paulo.
19. Mobile Brazil Conference
A conferência é voltada para desenvolvedores e ao mercado iniciante em tecnologias mobile. Maio 13 e 14, São Paulo.
20. PHP Conference
A conferência irá completar 10 anos de existência esse ano, reunindo as principais empresas e profissionais do mercado. Dezembro, Osasco – SP.
21. Python Brasil
Organizada pelo Grupo de Usuários de Python de São José dos Campos-SP, com ajuda da Apyb (Associação PythonBrasil), reúne centenas de pessoas durante cinco dias para discutir sobre software livre, práticas de desenvolvimento e Python. Novembro 7-11, São José dos Campos-SP.
22. QCon SP e Rio
É uma conferência internacional de desenvolvimento de software que tem como propósito disseminar o conhecimento e inovação para as comunidades de desenvolvedores.
Conferência São Paulo: Março 28-30;
Workshops São Paulo: Março 31 e Abril 1.;
Conferência Rio de Janeiro: Outubro 3-5;
Workshops Rio de Janeiro: Outubro 6 e 7.
23. Ruby Conf
O evento é voltado para desenvolvedores que desejam aprender ou atualizar seus conhecimentos sobre Ruby, Ruby on Rails, Técnicas Ágeis, JavaScript, NoSQL, Segurança, entre outros. Setembro, São Paulo.
24. Mind The Sec Forum
Evento sobre segurança da informação que reúne especialistas e principais líderes do segmento. Setembro, 20 e 21, São Paulo.
25. FISL
O Fórum Internacional Software Livre – FISL é um evento que está indo para a sua 17ª edição e apresenta novidades sobre tecnologias livres. Atualmente é considerado o maior evento de software livre da América Latina e um dos principais do mundo. Inclusive, foi lá que surgiu o Marco Civil da Internet. Julho 13-16, Porto Alegre.
26. IoT Weekend
Único evento de TI focado inteiramente em Internet das Coisas. São 3 dias de encontros com direito a palestras, jantar com palestrantes e workshops práticos. Abril 15-17, Goiânia; Datas a serem definidas para Rio de Janeiro, Recife, Maringá, São Paulo, e Brasília.
27. WCIT
O WCIT é o Congresso Mundial de Tecnologia da Informação que está em sua 20ª edição. Esta será a primeira do evento na América do Sul, organizado pela Federação das Associações Brasileiras de Empresas de Tecnologia da Informação – ASSESPRO e pela Aliança Mundial de Tecnologia da Informação e Serviços – WITSA. Outubro, 3-5, Brasília.
28. Futurecom
O maior evento de Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC da América Latina. Na edição de 2015 recebeu 14 mil participantes e mais de 4.300 congressistas. Outubro, 17-20, São Paulo.
Startups
29. BRNewTech
Encontro que discute e difunde a cultura empreendedora do Vale do Silício no Brasil. Data a ser definida, São Paulo.
30. Case
Conferência anual de Startups e Empreendedorismo (CASE), é o maior evento para startups da América Latina. Novembro, São Paulo.
31. Circuito Startup
A organização realiza meetups com o objetivo de conectar empreendedores, desenvolvedores, investidores e aceleradoras. Acontece durante todo o ano nas cidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
32. Congresso ABVCAP
É um encontro de private equity, venture e seed capital que acontece no Brasil e na América Latina. Oferecem diálogos inteligentes sobre a indústria e temas emergenciais para o país, e reúne os principais atores do mercado de participações. Junho, 6 e 7, Rio de Janeiro.
33. Demo
O evento seleciona startups voltadas para as áreas de agronegócio, biotecnologia, e-gov, educação, financeiro, petróleo, saúde, etc. As escolhidas irão apresentar seus pitches para terem a oportunidade de participar da edição do evento no Vale do Silício. Novembro, São Paulo.
34. Gala LatAm Founders
Este é um evento fechado para uma rede de participantes formada por investidores, empreendedores, executivos e estudantes, que tem como objetivo premiar os destaques do ano. Também promovem uma série de jantares e encontros mensais, a fim de fortalecer o networking e gerar oportunidades. Todo o ano, São Paulo.
35. Edu.me
Conferência sobre tecnologia na educação para profissionais ligados à área, com o intuito de debater e construir novos caminhos para os desafios da tecnologia voltados à educação. Os empreendedores terão a oportunidade de apresentar projetos com mentoria de especialistas, e os vencedores poderão participar de um programa de nove meses na área de tecnologia aplicada a educação. Março, São Paulo.
36. Lean Startup Machine
Workshop de três dias, promovido em parceria com a Microsoft Ventures, com orientações para a construção de startups de sucesso a partir da identificação de oportunidades corretas e análise de métricas. Data a ser definida, São Paulo.
37. Semana Global do Empreendedorismo
Promovida pela Endeavor, realiza uma série de atividades em todo o país, por meio de comitês regionais. Novembro, diversas cidades.
38. Startup Weekend
É um encontro de 54 horas, que tem como objetivo formar times, validar ideias, elaborar planos de negócios para gerar produtos e startups. Todo o ano, diversas cidades.
39. TNW São Paulo
Versão latina da conferência europeia, que é promovida pelo blog The Next Web, o evento reúne empreendedores, executivos, autores e mentores para discutirem as últimas tendências e melhores práticas em tecnologia. Data a ser definida, São Paulo.
40. Virada Empreendedora
Um dos maiores eventos de empreendedorismo no Brasil, a virada oferece 24 horas ininterruptas de atividades para oferecer conteúdo que possa ajudar empreendedores a gerir melhor suas empresas e ouvir especialistas no assunto. Abril, São Paulo.
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* As datas e locais foram previstos com base em informações dos organizadores e em edições anteriores. Sujeito a alterações.
Fonte: http://www.eventbrite.com.br/blog/cronogramas/os-principais-eventos-de-tecnologia-em-2016-para-empreendedores-desenvolvedores-e-social-media/
Nova lei vai acelerar a inovação e a pesquisa no Brasil
Um dos maiores avanços para a economia do país será a sanção da nova lei de inovação e pesquisa, segunda-feira, pela presidente Dilma Rousseff. O setor de tecnologia está muito otimista porque as mudanças aprovadas retiram uma série de entraves e poderão dobrar os resultados obtidos com os investimentos atuais, avalia o presidente do Conselho nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), o catarinense Sergio Luiz Gargioni, também presidente da Fapesc, a Fundação de Amparo à Pesquisa de SC. A legislação brasileira ficará muito parecida com a de países como os EUA e Rússia.
Quais são os maiores desafios do setor?
Em pesquisa temos dois desafios grandes. Um é recurso. Sempre falta, e num país em desenvolvimento, é sempre escasso. O outro é burocracia em excesso. Temos as duas coisas no Brasil: pouco dinheiro e muita burocracia. Há quatro anos, o Confap resolveu criar um grupo de trabalho para revisar tudo o que existe de legislação e ver o que pode ser modificado. Daí saiu a proposta de um novo Código de Ciência e Tecnologia, com com 81 artigos. Enviamos para o Congresso Nacional. Na Câmara, foi transformado no projeto de lei 2177/11, criada uma comissão especial que ouviu todos no Brasil que têm a ver com o assunto. Foram ouvidas 60 entidades. No meio do caminho, chegou-se à conclusão de que algumas coisas propostas não eram cobertas pela Constituição. Aí foi criada a PEC 190 (proposta de emenda constitucional). Em fevereiro de 2015 foi aprovada a PEC e criada a emenda constitucional número 85. Isso já está vigorando.
Que leis serão modificadas com essa nova legislação?
Ela altera nove leis atuais. Muda a Lei de Inovação, acrescentando 30 modificações; altera também o Estatuto do Estrangeiro, que permitirá a contratação de cientistas e técnicos e tecnólogos não só para universidades, mas para empresa também para pesquisa; a Lei do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC); Lei da Contratação Temporária de Excepcional Interesse Público; a Lei das Fundações de Apoio; Lei de Importação de Bens e Insumos para Pesquisa; Lei de Isenção ou Redução do Imposto de Importação e Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante; Lei do Plano de Carreira do Magistério Superior e outras no próprio texto do novo projeto de lei.
O que destaca de importante da PEC 85?
Um dos pontos da PEC diz que só para ciência e tecnologia o poder público pode transpor verba de equipamento para custeio. Outra coisa. Na constituição só estava previsto apoio à ciência, educação e cultura. Não falava em tecnologia, inovação e extensão como função do Estado. Agora, parques tecnológicos e incubadoras podem receber apoio. Universidades e centros de tecnologia poderão ter filial no exterior. Após a sanção da presidente, os Estados farão suas leis para se adaptar à nacional. Pretendemos fazer logo a legislação de SC.
E na relação com as empresas o que muda?
A Constituição agora diz que você pode dar apoio à pequena e média empresa. A relação público-privada fica clara. A lei também regulamenta o uso de equipamento público de universidade para pesquisas de empresas. O professor poderá fazer 416 horas de pesquisa. Um servidor público pode trabalhar no setor privado, sendo remunerado por uma bolsa, num projeto definido, num prazo determinado.
Como ficará o Brasil frente a outros países?
Ficaremos muito parecidos com os EUA,Rússia e outros.
Como estão os investimentos em pesquisa em SC e em outros Estados?
As fundações estaduais definem um percentual sobre a recita. Algumas têm 1% da receita líquida, outros tem mais ou menos. Santa Catarina tem previsto 1% da receita líquida, que corresponderia, na prática, a R$ 140 milhões de investimentos por ano. Mas por contenção financeira, historicamente, desde a criação da Fapesc, há 10 anos, tem ficado 40% desse valor. O que a Fapesc faz é alavancar mais recursos seja do exterior, do governo federal ou de outras fontes do próprio Estado, como os fundos de Informática, de Fármacos e o Fundo Social. Isso se repete no Brasil inteiro. Se somar todos os recursos geridos pelas 26 fundações estaduais (só Roraima não tem essa instituição), chega-se a R$ 2,7 ou R$ 2,8 bilhões por ano. Só são Paulo investe R$ 1 bilhão, faz 50% da pesquisa brasileira porque têm instituições fortes e recursos para contrapartida. Em SC, nosso foco e destaque é o estímulo à inovação. Um dos exemplos daqui é o projeto Sinapse da Inovação.
O Brasil é criticado por investir pouco em pesquisa e desenvolvimento (P&D) frente ao resto do mundo. Como estamos?
Aqui, o percentual do PIB que o governo investe em P&D é 0,5%. Não é muito diferente do que destina a Coreia do Sul. A nova lei da inovação vai permitir que esse recurso seja melhor aplicado, mais rápido, mais efetivo. Não se perde muito tempo em burocracia. O mesmo dinheiro vai render o dobro, na minha opinião. Quem investe pouco aqui é o setor privado. Na Coreia e nos EUA, eles aplicam em P&D cerca de 1,5% do PIB. Na Alemanha, o investimento total é de 3% do PIB. No Brasil, considerando recursos privados e públicos, chega a 1,2% do PIB. A meta deste ano até 2020 seria chegar a 2%. Não sei se a gente vai chegar lá. Temos poucas empresas no Brasil líderes em tecnologia nos seus setores que precisam se manter no topo. Temos a Embraco e a WEG em SC, Embraer, Petrobras e Natura. Como é mais rentável investir lá fora, essas empresas investem lá fora em pesquisa o que poderiam fazer aqui. A relação com as universidades fica muito difícil. Pode ser que essa legislação estimule mais o setor privado a investir aqui e que fique mais rentável fazer pesquisa no Brasil em função da nova lei.
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Alunos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do UNIVEM são aprovados nos melhores programas de mestrado do país
Concluintes dos cursos de Bacharelado em Ciência da Computação e Bacharelado em Sistemas de Informação do Centro Universitário Eurípides de Marília (UNIVEM), mais uma vez comprovam a qualidade dos alunos formados nesta instituição ao serem aprovados nos principais programas de mestrado do país. O aceite de tais alunos consolida a tradição do UNIVEM em aprovar 100% dos alunos que buscam dar continuidade em seus estudos em grandes instituições de ensino e pesquisa, em nível de pós-graduação Stricto-Sensu.
Dentre os aprovados no mestrado estão: Renan Avansi Marques (aluno de Ciência da Computação do UNIVEM, aprovado na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP), Lucas Zanco Ladeira (aluno de Ciência da Computação do UNIVEM, aprovado na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP), Victor Ubiracy Borba (formado em Ciência da Computação do UNIVEM, aprovado na Universidade Estadual Paulista – UNESP) e Natália Pereira Oliveira (aluna de Sistemas de Informação do UNIVEM, aprovada na Universidade de São Paulo – USP).

Renan Avansi Marques (BCC), Natália Pereira Oliveira (BSI), Lucas Zanco Ladeira (BCC) e Victor Ubiracy Borba (BCC)
O aluno Lucas relata que com a estrutura do UNIVEM e dos laboratórios de pesquisa do COMPSI, mantidos pelos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação, e com a orientação dos professores orientadores, foi possível conquistar esta vaga no programa de mestrado em uma das melhores universidades do país.
Natália afirma “A iniciação científica me ajudou muito, tanto no dia-a-dia nas aulas, quanto no desenvolvimento do trabalho de conclusão de curso, favorecendo também o ingresso no mestrado. Vou levar e utilizar todo o conhecimento dos professores, do meu orientador e de todo o grupo de pesquisa. Estou muito feliz pela conquista, ingressar na USP era um sonho, e a estrutura de ensino que a UNIVEM e o COMPSI me proporcionaram me ajudaram a alcança-lo.”
De acordo com Victor, “O UNIVEM sempre nos incentivou a ir além da graduação e os professores nos deram total apoio para chegar onde chegamos. Mesmo após um ano que me formei ainda fui atrás do mestrado para me aperfeiçoar. Aprendemos no UNIVEM que não podemos nunca parar de estudar, pois é isso que nos mantém no topo do mercado de trabalho.”
Lucas Ladeira durante a graduação estagiou na empresa Boa Vista Serviços que mantém um centro de P&D dentro do campus do Univem com vagas exclusivas para alunos dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação, após o estágio o aluno foi contemplado com bolsas de pesquisa do CNPq e FAPESP que o ajudaram a aprofundar as pesquisas e ampliar sua formação acadêmica.
A aluna Natália também foi contemplada com bolsa de pesquisa CNPq durante o curso que colaborou para que os resultados de suas pesquisas pudessem ser publicadas em eventos internacionais, em agosto a aluna esteve em Los Angeles apresentando trabalhos desenvolvidos no laboratório de pesquisa do curso.
Segundo o Prof. Dr. Elvis Fusco, coordenador dos cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação do Univem, “A qualidade da formação dos alunos, a profundidade científica de suas pesquisas e as publicações nos maiores eventos e periódicos nacionais e internacionais da área de Computação fazem com que seja tradição, os alunos do Univem sejam aceitos nos maiores programas de mestrado e doutorado do país”.
Os alunos iniciarão o curso de mestrado já no início de 2016.
Pós-graduação em Desenvolvimento Web e Aplicativos Móveis
Duração: 18 meses (Disciplinas) + 6 meses (Trabalho de Conclusão de Curso) (360 horas), aulas presenciais e aulas na modalidade EAD
Investimento: R$ 598,00, com pagamento até o 5º dia útil R$ 568,00
Início: Março/2016 –Das 8h às 17h, aulas aos sábados (três sábados no mês)
:: FAÇA AQUI SUA INSCRIÇÃO ::
Vantagens que você pode aproveitar:
- 20% para ex-alunos Univem (R$ 478,40)
- Descontos especiais para funcionários de empresas conveniadas
- Descontos especiais para funcionários das empresas associadas à ASSERTI
ESPECIALIZAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO WEB e APLICATIVOS MÓVEIS
| DISCIPLINA | CH | Modalidade |
| Fundamentos do desenvolvimento Web (Modelos de arquitetura, comunicação, protocolos, tipos de comunicação, Ajax) |
10 | Presencial |
| Frameworks de Persistência e Bancos de Dados NoSQL | 10 | Presencial |
| Arquitetura da Informação e Design de Interação (UX Design, Design Responsivo, Mobile First) |
10 | Presencial |
| Frameworks de Front-End com HTML e CSS (HTML 5, CSS3 (SAAS e LESS), Bootstrap Gulp, Bower, Web Components) |
20 | Presencial |
| Frameworks de Front-End Biblioteca Web JavaScript (JQuery, Angular, React.js) |
20 | Presencial |
| Desenvolvimento Web com Framework (PHP e Cake/Zend) |
20 | Presencial |
| Padrões de Projeto Web com MVC (Ruby on Rails) |
20 | Presencial |
| Desenvolvimento com paradigma orientado a eventos (Node.js) |
20 | Presencial |
| Plataforma .NET para Web | 30 | Presencial |
| Desenvolvimento na Plataforma Android | 30 | Presencial |
| Desenvolvimento Móvel Multiplataforma (Apache Cordova e Ionic) |
30 | Presencial |
| Desenvolvimento de Jogos para Android | 10 | Presencial |
| Desenvolvimento com API de integração (Web Service tradicionais, Microservices, Rest, XML, JSON) |
20 | Presencial |
| Segurança em Sistemas Para Internet e Dispositivos Móveis | 10 | Presencial |
| Teste e Qualidade de Software (TDD) | 10 | Presencial |
| Fundamentos de Cloud Computing (SaaS, PaaS, IaaS, Deploy, DevOps) |
10 | Presencial |
| Arquitetura de software de alta performance e Internet das Coisas (IoT) | 10 | Presencial |
| Docência do Ensino Superior | 10 | Presencial |
| Empreendedorismo, Inovação e Startups | 20 | EaD |
| Gestão de Projetos | 20 | EaD |
| Metodologia de Pesquisa | 20 | EaD |
| Trabalho de Conclusão de Curso | 10 | EaD |
| Carga Horária Total | 360 |
Marília reduz impostos e projeta atrair mais empresas de TI
A Câmara de Marília aprovou em sessão extraordinária nesta segunda-feira projeto que reduz alíquota do ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza) de 5% para 2%, para empresas de Tecnologia da Informação (TI).
A medida é mais um passo para criação do parque tecnológico na cidade e incentiva a atração de novas empresas do setor. A redução atende iniciativa da Asserti (Associação das Empresas de Serviços de Tecnologia da Informação) e empresas do setor.
A implantação do parque conta com apoio da prefeitura e do Univem (Centro Universitário Eurípides de Marília), que além de cursos de formação e aperfeiçoamento de profissionais mantém programas de suporte e consultoria na área. A redução de impostos teve aprovação unânime dos 13 vereadores e a votação foi acompanhada por representantes da Asserti e do Univem.
O presidente da Asserti, professor Elvis Fusco, comemorou a decisão. “Esta ação e a qualidade da mão de obra formada pelo Univem posicionam a cidade de Marília no cenário nacional entre as melhores cidades com atração para grandes empresas de TI.”
Dirigentes da Asserti e do Univem acompanharam votação na Câmara
Segundo levantamento da Asserti, pelo menos cem empresas de TI estão instaladas na cidade. Os cursos superiores de Tecnologia da Informação oferecidos pelas instituições de ensino da cidade contribuem para que Marília ofereça mão de obra qualificada para as empresas e movimente o mercado de trabalho entre os jovens.
“Hoje a cidade tem todos os requisitos para atender as grandes empresas. É uma visão de futuro para a cidade do prefeito e dos vereadores a aprovação do projeto de incentivo fiscal”, disse Fusco.
Na quarta-feira (16) o prefeito Vinícius Camarinha sanciona a lei aprovada ontem na Câmara. Mais informações sobre o setor no site da Asserti, AQUI .


